Dois anos após o desastre que deixou 19 mortos, destruiu comunidades e causou estragos em toda a Bacia do Rio Doce, em Mariana, na região Central de Minas, o presidente da Vale, Fabio Schvartsman, disse que o meio ambiente e as pessoas afetadas pela tragédia vão ficar melhores do que estavam antes do desastre. A declaração foi feita durante evento do banco Credit Suisse, em São Paulo.

“O meio ambiente e as pessoas vão ficar melhores do que estavam antes”, afirmou. Ele garantiu que todos que tiveram as casas perdidas terão as moradias reconstruídas e entregues, que as indenizações serão pagas e que será feita a recuperação ambiental. A Samarco pertence à Vale e à anglo-australiana BHP Billiton. A empresa está com as atividades paralisadas desde 5 de novembro de 2015, quando ocorreu a tragédia.

Questionado sobre os detalhes da negociação com a BHP para que a Vale assuma toda a operação da Samarco, o presidente da mineradora afirmou que as duas empresas “conversam o tempo todo”. Segundo Schvartsman, o objetivo da companhia é “colocar a Samarco para operar o mais rápido possível”. “Precisamos virar a página desse acidente terrível que aconteceu”, disse.

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Schvartsman afirmou que é preciso passar às autoridades a convicção de que existem condições para que a companhia volte a operar. Os pedidos de licenciamento para o retorno das operações já foram feitos para os órgãos ambientais de Minas Gerais.

Na visão do executivo, Vale, BHP e Samarco poderiam “protelar indefinidamente a solução”, mas decidiram colocar recursos para reparação e criação de uma fundação independente (Renova) “para remediar a coisa terrível que aconteceu fortuitamente”.

Gastos. O presidente da Vale prevê que até junho o endividamento da empresa estará próximo de US$ 10 bilhões, o que ele considera como um valor sustentável. A empresa está fazendo a redução de custos. O início do processo foi iniciado com a posse de Schvartsman, em maio de 2017.


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