Zoológico isola animais para evitar mosquito da febre amarela

Após seis dias fechado para tomar medidas preventivas contra a febre amarela, o zoológico de Belo Horizonte reabriu nesta sexta-feira (2) com uma nova determinação: visitação só é autorizada para quem apresentar o cartão de vacinação e comprovar que está imunizado contra a febre amarela. A vacina tem que ter sido aplicada com pelo menos 10 dias de antecedência. A nova medida tem tempo indeterminado de duração.

Segundo a Fundação Zoo-Botânica, a preocupação é tanto com seres humanos como com os animais. Todos os funcionários da fundação passaram por treinamento específico e só podem trabalhar se estiverem com a vacinação em dia. Além disso, cartazes foram afixados nas portarias do parque para conscientizar a população e folhetos informativos serão distribuídos nos próximos dias. Embora não tenha casos confirmados de febre amarela nem em humanos nem em macacos na região, o zoológico está localizado em uma área silvestre da capital e, por isso, decidiu tomar as medidas.

Ainda dentro do pacote da campanha, 38 animais, de oito espécies diferentes de pequenos primatas, foram isolados e retirados de visitação. Eles foram transferidos para locais fechados que não permitem a passagem de mosquitos. Entre eles estão as espécies mais vulneráveis à contaminação, que são Bugio, parauacu, sagui-imperador, macaco-da-noite, mico-leão-de-cara-dourada, mico-leão-dourado, macaco-prego e guigó.

“Os primatas foram transferidos para um recinto fechado, telado, mais próximo dos seus cuidadores. Nós não estamos em uma área de incidência de febre amarela, eles são só indicadores. É uma forma de nós observarmos diariamente esses animais para vermos o comportamento e se está tudo ok. Pensamos muito na saúde deles e, consequentemente, dos nossos visitantes e funcionários em prol dessa campanha de visitação”, explicou o gerente do Jardim Zoológico e da Fundação de Parques e Zoobotânica, Humberto Mello.

A família de Alcione Margareth Damasceno Cunha, 53, veio de Montes Claros, no Norte de Minas, passar uns dias em Belo Horizonte e se programou para passar o dia no zoológico. O passeio, contudo, saiu pela metade. Apenas Alcione e o neto conseguiram entrar. O restante da família não tinha o cartão em mãos. “Programamos passar o dia aqui. Meu filho, meu sobrinho e meu outro neto não trouxeram, não sabiam que precisava do comprovante. Estávamos planejando vir todo mundo junto para passar o dia aqui e, agora, eles vão passear em outro lugar”, contou.

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