Sessão da Câmara Municipal precisa de apoio da Polícia Militar após votação de projeto polêmico

A terceira sessão ordinária da Câmara Municipal de Uberlândia, que aconteceu na manhã desta quarta-feira, 7, foi marcada por protestos, por conta da votação de um projeto de lei. E também precisou do apoio da Polícia Militar (PM), que foi chamada pelo presidente da casa, Alexandre Nogueira, após alegar que foi ameaçado por um manifestante.

A sessão desta manhã votou um projeto de lei considerado polêmico: o repasse da gestão das escolas municipais de ensino fundamental dos Bairros Pequis e Monte Hebron para a ONG Fundação Filadélfia, por 3,6 milhões de reais, com um contrato de duração de um ano. Vários manifestantes foram até o plenário da Câmara protestar contra a medida.

O projeto de lei foi levado para votação após a Prefeitura de Uberlândia afirmar que não pode mais gastar seu orçamento com pessoal. Mas os manifestantes contestaram essa informação e alegam que ainda há uma margem para gastos desta natureza.

“Essa fala, de que não há orçamento, é uma falácia, por que há orçamento no município. No município de Uberlândia, há uma previsão pra, nesse ano, um crescimento de 8% no orçamento. Hoje, a folha de pagamento (do pessoal) está em torno de 47%, e pode chegar até a 54%. Além dessa margem, há também essa projeção no aumento da arrecadação”, afirmou Marina Antunes, presidente do Conselho de Educação de Uberlândia.

Apesar de toda a pressão que os manifestantes fizeram, o projeto de lei foi aprovado com 18 votos favoráveis, três contra, duas abstenções e duas ausências justificadas.

Presença da Polícia Militar após ameaças

Logo após a votação, o restante da sessão precisou ser suspensa por conta das manifestações, e a partir daí, teve início uma confusão que precisou do apoio da Polícia Militar. O presidente da Câmara, Alexandre Nogueira, solicitou a presença dos militares após dizer que estava sendo ameaçado por um dos manifestantes.

“Nós fomos ameaçados por um dos integrantes que estavam fazendo a manifestação. Ameaças como ‘eu vou te pegar, vou te acertar’. Vamos fazer uma queixa por que somos homens públicos, não podemos ficar a mercê de uma pessoa ameaçando. (Eles) tem o direito de manifestar, é legítimo, e sempre respeitamos isso, mas também queremos o respeito da população”, disse Alexandre Nogueira.

Dois homens foram identificados pelos policiais e foram levados até uma sala, onde foram ouvidos. Pouco tempo depois, foram liberados pela PM.

“Como ameaça é um crime de menor potencial ofensivo, vai ser lavrado o TCO (Termo Circunstanciado de Ocorrência) e as partes vão ser liberadas”, disse o Tenente Marcelo Alves.

Informações: Vinícius Lemos

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