Aumento de infecção por HIV após o Carnaval é alerta para folião

Prevenção contra a Aids e outras Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) é assunto importante nos 365 dias do ano. Mas, no Carnaval, as pessoas ficam mais expostas ao risco, e a preocupação aumenta. Dados da Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) e da Secretaria de Estado de Saúde (SES) mostram, nos últimos três anos, um número maior de infecções por HIV em março, justamente o mês posterior à folia, em comparação com os demais períodos do calendário.

A assistente social e coordenadora do setor de doenças sexualmente transmissíveis da Secretaria Municipal de Saúde de Capinópolis, Isabela Borges, diz que nos PSFs estão disponíveis testes rápidos de Hepatite B e C, Sífilis e Aids.

Com vários casos registrados de Aids, Capinópolis é a 3ª cidade com maior índice na região, perdendo apenas para Ituiutaba e Santa Vitória.

De acordo com dados de 2017, 42 casos de aids haviam sido detectados em Capinópolis desde 1983 – o número não teve alteração, de acordo com a coordenadora Isabela Borges em entrevista recente à assessoria de imprensa da prefeitura de Capinópolis.

De acordo com apuração feita pelo TUDO EM DIA, o número de casos de aids no município de Capinópolis pode ser maior, já que há relatos de pessoas que registram os casos de infecções em Ituiutaba, há 32km, por medo de uma possível exposição pública.

Estima-se que, atualmente, 830 mil pessoas vivam com HIV/Aids no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde. Os jovens são os que menos usam preservativo, segundo pesquisa do órgão. De 2004 a 2013 houve queda no uso regular de camisinhas na faixa de 15 a 24 anos, tanto com parceiros eventuais – de 58,4% para 56,6% – quanto com fixos – de 38,8% para 34,2%.

 Além de camisinha, testes e remédios ajudam na proteção

Durante muito tempo, a camisinha foi o único método de prevenção contra a Aids. Hoje, além de saber da importância de usá-la nas relações sexuais, a população tem acesso a outras formas de evitar essa e outras Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs). É a chamada “prevenção combinada”, que incluiu o teste de HIV e antirretrovirais para uso antes e após a exposição ao vírus.

“Fazer o teste é uma forma de prevenção. Se a pessoa descobre que tem a doença, é possível interromper a cadeia de transmissão”, explica a coordenadora de Saúde Sexual e Atenção às DSTs, Aids e Hepatites Virais da Secretaria Municipal de Saúde, Tatiani Fereguetti.

Entre os antirretrovirais disponíveis em unidades de saúde está a Profilaxia Pós-Exposição Sexual (PEP), indicada para quem não usou camisinha ou notou que o preservativo se rompeu durante o sexo. A pessoa tem até 72 horas para iniciar o tratamento, e a proteção pode ser superior a 90%.

Outro método lançado recentemente e disponível em BH desde janeiro é a Profilaxia Pré-Exposição Sexual (Prep), destinada às pessoas com vulnerabilidade maior ao HIV: homens que transam com outros homens, profissionais do sexo, transexuais e pessoas em relacionamento com quem vive com HIV. Nesses casos, o uso do remédio deve ser diário e contínuo, e a proteção também é maior que 90%.

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