Auto de vistoria de empresa que incendiou na praça Sete estava vencido

O Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), do Edifício Dantês, onde ocorreu um incêndio na manhã desta quarta-feira (28) estava vencido, de acordo com o Corpo de Bombeiros. Por nota, a corporação informou que a última vistoria no local foi no final de 2015 quando o estabelecimento foi notificado pela irregularidade. A reportagem aguarda resposta dos Bombeiros para saber se o local será interditado. 

“O incidente alerta para a necessidade de adequação de prédios e estabelecimentos comerciais quanto aos equipamentos de proteção contra incêndio e pânico. As medidas protetivas de emergência como hidrante, iluminação, sinalização de emergência, extintores, entre outros, podem evitar o agravo da situação e ainda proteger vidas”, alerta o Corpo de Bombeiros.

O incêndio foi na Empresa Mineira de Segurança, no 18º andar do prédio, que fica na praça Sete, no centro de Belo Horizonte. A reportagem de O TEMPO procurou a empresa responsável pelo local do incêndio, mas não foi atendida. 

Veja o vídeo com o incêndio:

 


Incêndio começou em estande de tiros

Segundo os Bombeiros, o fogo começou em um estande de tiro da Empresa Mineira de Segurança, que trabalha com a formação e reciclagem de profissionais em vigilância. “A causa somente a perícia pode informar, o que foi possível identificar é que o incêndio se manteve basicamente confinado em um dos estandes de tiro”, afirmou o tenente Brites, do Corpo de Bombeiros.

As chamas ocorreram no 18º andar do prédio e houve explosão. A suspeito é que o fogo tenha começado  por uso de solda na reforma do andar. “Logo quando chegamos no andar, identificamos que o incêndio já havia sido debelado pelos próprios funcionários da empresa, brigadistas, e a partir deste momento a gente fez uma vistoria para averiguar se não teriam outros riscos e focos que poderiam estar sendo omitidos”, afirmou o tenente.

Segundo testemunhas, havia cerca de 300 pessoas no andar, no momento da explosão. As pessoas que estavam no prédio contaram ainda que foram ouvidas três estouros de vidro no andar. “De repente começamos a ver um desespero, veio um calor e muita fumaça. Não deu tempo de ver nada, foi uma correria”, contou uma mulher que estava no prédio. 

Interdição do andar

Segundo a Defesa Civil não existe risco estrutural no prédio e somente o 18º andar precisou ser interditado. “Vai ser feita interdição preventiva por causa do local que se torna insalubre para os alunos. Já foi feita evacuação no momento, foi feita uma inspeção minuciosa no prédio como um todo e logo após essa inspeção que foi feita a liberação para os demais adentrarem nos seus respectivos andares para não gerar dano econômico nem social”, afirmou Marcos Vinicius Vitório Pinto da Defesa Civil.

Pela manhã a avenida Amazonas chegou a ter o trânsito interditado para os trabalhos do Corpo de Bombeiros.
 

As vítimas

Logo após o fogo, 13 pessoas foram socorridas para a UPA Centro-Sul e para o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII.  Oito delas foram socorridas para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Centro-Sul, mas até o início da tarde não tinham recebido atendimento e resolveram ir para o João XXIII. As outras três pessoas recusaram atendimento no momento do incêndio, mas depois passaram mal.

“Nós inalamos muita fumaça e estávamos sentindo muito mal. Fomos socorridos pelo Samu, mas quando chegou na UPA demorou muito o atendimento. Recebemos pulseira verde que é a menor gravidade e como estava demorando muito viemos para o João XXIII”, contou uma aluna da Escola Mineira de Segurança, onde ocorreu o incêndio.

A reportagem de O TEMPO aguarda resposta da Secretaria Municipal de Saúde para saber sobre o atendimento na UPA Centro-Sul. Essas vítimas foram atendidas pelo Pronto-Socorro.

Em uma nota oficial divulgada pela Fhemig a informação é que das quatro pessoas que deram entrada no João XXIII pela manhã, três já receberam alta e uma continua internada em observação.

 

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