Demora na UPA faz vítimas de incêndio irem para o João XXIII

Onze vítimas do incêndio no edifício Dantês, no centro de Belo Horizonte, na manhã desta quarta-feira (28), estão no Hospital João XXIII em busca de atendimento. Oito delas foram socorridas para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Centro-Sul, mas até o início da tarde não tinham recebido atendimento e resolveram ir para o João XXIII. As outras três pessoas recusaram atendimento no momento do incêndio, mas depois passaram mal.

“Nós inalamos muita fumaça e estávamos sentindo muito mal. Fomos socorridos pelo Samu, mas quando chegou na UPA demorou muito o atendimento. Recebemos pulseira verde que é a menor gravidade e como estava demorando muito viemos para o João XXIII”, contou uma aluna da Escola Mineira de Segurança, onde ocorreu o incêndio.

A reportagem de O TEMPO aguarda resposta da Secretaria Municipal de Saúde para saber sobre o atendimento na UPA Centro-Sul. Essas vítimas foram atendidas pelo Pronto-Socorro. 

Em uma nota oficial divulgada pela Fhemig a informação é que das quatro pessoas que deram entrada no João XXIII pela manhã, três já receberam alta e uma continua internada em observação.

Logo após o incêndio 13 pessoas foram socorridas pelo Corpo de Bombeiros e pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). De acordo com o Corpo de Bombeiros, três feridos  tiveram queimaduras de primeiro grau e foram socorridos para o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII. Os outros 10 feridos tiveram ferimentos leves e foram socorridas para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Leste.

Populares controlaram o fogo

Quatro viaturas do Corpo de Bombeiros foram para o local na manhã desta quarta-feira (28), mas o fogo foi apagado por populares.
Os bombeiros trabalharam no rescaldo do fogo e também no atendimento às vítimas junto com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).
Embora não haja mais risco, o 18º andar do prédio foi evacuado como medida de prevenção.A Defesa Civil informou que não há danos estruturais no prédio. No entanto o 18º andar foi interditado para trabalhos.
 

A razão do incêndio ainda não apurada

Ainda não se sabe o que causou as chamas, mas o fogo foi na Escola Mineira de Segurança. Segundo testemunhas, havia cerca de 300 pessoas no andar, no momento da explosão. As pessoas que estavam no prédio contaram ainda que foram ouvidas três estouros de vidro no andar.

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