Vacina pode ter evitado mortes

A vacina contra a febre amarela não teve o efeito satisfatório nas 11 pessoas imunizadas que contraíram a enfermidade em Minas Gerais. No entanto, a proteção pode ter evitado que o grupo desenvolvesse a “versão” mais grave da doença. A literatura médica indica que 50% dos pacientes podem evoluir para óbito.

De acordo com o infectologista e membro da Sociedade Mineira de Infectologia Carlos Starling, é matemático que algumas pessoas não respondam à imunização. “A vacina protege de 95% a 98% das pessoas”, salientou.

No entanto, a imunização pode fazer com que o paciente tenha algum grau de resposta e desenvolva a forma mais branda da doença. “O sistema imunológico pode proteger parcialmente”, explicou Starling. “É esperado que, a cada cem, três não respondam”, completou.

Perfil. A Secretaria de Estado de Saúde (SES) informou que os 11 pacientes vacinados que contraíram a febre amarela têm entre 7 e 47 anos, sendo que 63,7% deles são homens.

Todos receberam uma dose da vacina de febre amarela.

Minientrevista

Rodrigo Said

Subsecretário da SES-MG

Qual a causa do crescimento do número de óbitos? A febre amarela é uma doença grave. Conforme a literatura científica, 50% dos pacientes podem morrer. A taxa de letalidade em Minas Gerais está em 36%, abaixo do que é descrito nessa literatura. Mas a gente está falando de uma doença muito aguda, em que o paciente pode evoluir para óbito em sete dias. Não há tratamento específico, e a única ação de prevenção é a vacina.

Há motivo para preocupação? Ou quem está vacinado não deve se preocupar? Há uma onda de informações falsas circulando nas redes sociais. O ponto mais importante desse processo é a gente garantir que a Secretaria de Estado de Saúde está trabalhando com a maior transparência possível, junto com os municípios e toda a estrutura de governo.

É verdade que 11 pessoas que tomaram a vacina contraíram a doença? Sim. Esses casos permanecem em investigação. A toda hora, a gente coloca que a eficácia da vacina está entre 95% e 98%. Ou seja, há uma pequena parcela da população que, mesmo que tenha sido vacinada, pode não desenvolver anticorpos. Mas estamos falando de 11 casos em investigação dentro do universo de 16 milhões de vacinados.

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