Embora estivessem na programação oficial do Carnaval de BH, os shows de Marcelo Veronez e do coletivo Família de Rua, que estavam marcados para a madrugada desta terça-feira (12), não aconteceram. Marcados para às 1h e 3h da manhã, respectivamente, as apresentações, que aconteceriam no palco da Rua Guaicurus, na região central da capital, foram interrompidas depois que a Polícia Militar iniciou procedimento para evacuar a região.

De acordo com nota emitida pelo coletivo Família de Rua – que promove, entre outros eventos, o Duelo de MCs há mais de 10 anos -, a PM teria alegado “excesso de contingente no local”. O grupo acusa os policiais de agirem de forma “arbitraria e inconsequente”. A nota ainda diz que a produção do show quis manter a apresentação, mas “a direção da Belotur, empresa pública responsável pela organização do carnaval oficial de BH, não bancou a continuidade do evento e a polícia foi para rua evadir o local”.

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No momento da ação, continua o texto publicado na página no Facebook do grupo, “Marcelo Veronez estava no palco fazia uns 15 minutos e o show foi interrompido e o som desligado sem nenhuma comunicação”, assegurando, ainda, que “a rua estava visivelmente confortável, com todo mundo circulando normalmente, sem nenhum sinal de excesso de público”, discorre a nota, que estima que haviam cerca de 5.000 pessoas no local.

O ator e músico Marcelo Veronez também lamentou o ocorrido. Em um post publicado às 3h da manhã de hoje em seu perfil no Facebook, o artista também teceu críticas a atuação da PM. “A polícia fez um cordão na frente do palco. Teve ordem pra desligar no meio da música. Eu podia ter terminado a música. O som (o palco inteiro) foi desligado no meio da música. A música era ‘nunca vi’, do marku ribas”, escreveu ele.

Veronez criticou um suposto tratamento desigual entre o carnaval que acontece na região Centro Sul e o episódio no Centro de BH. Vale dizer, mais cedo, na avenida Olegário Maciel, região Centro Sul, onde desfilou o bloco Garotas Solteiras, a polícia usou viatura e agentes para liberar a via para o trânsito, mas o grupo já havia finalizado o cortejo. Ao final, o artista questiona: “carnaval para quem?”.

Procurada, a PM informou, por telefone, que tem dado cobertura e apoio aos eventos que foram credenciados pela Belotur. A corporação informou também que só intervém em eventos programados sem autorização, caso exista algum pedido da Belotur, ou, ainda, se o evento não estiver dentro dos critérios de segurança.

Até o fechamento da reportagem, a Belotur não se posicionou sobre o fato.

Com informações de: O Tempo


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