Em outubro de 2017, a TV Vitoriosa exibiu uma reportagem sobre a batalha de Matheus, de 9 anos de idade, contra uma leucemia muito grave. Alguns meses depois, a família do menino agora luta para conseguir um medicamento fundamental para o tratamento da doença.

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No dia 9 de janeiro, o juiz Valter Rocha Rúbio, da 2ª Vara de Fazenda Pública, determinou que o estado ou o município disponibilizassem para Matheus um medicamento chamado nelarabina, que custa aproximadamente 50 mil reais. Orcioly Alves, pai do garoto, reclama que nenhuma das partes cumpriu a medida judicial, mais de um mês após a liminar ser expedida.

“O juiz determinou um prazo de 15 dias pra chegar essa medicação. Infelizmente, não houve, que eu saiba, nenhuma manifestação, nem do estado e nem do município. E isso dói bastante, o próprio juiz deu um prazo pra entrega dessa medicação e não foi cumprida. A gente não sabe o que faz”, disse.

Ajuda para o tratamento da doença

O nelarabina é fundamental para ajudar no tratamento de Matheus, que sofre de um tipo muito grave de leucemia, que já reincidiu duas vezes no garoto. O medicamento seria administrado por 21 dias, e os médicos tentarão realizar um transplante com medula óssea de um dos pais do menino. No entanto, não existem garantias de que esse método possa solucionar o problema.

“Como a gente não conseguiu nenhum doador compatível até hoje, a equipe médica cogita a possibilidade de fazer um transplante chamado transplante haploidêntico, que é feito do pai para o filho ou da mãe para o filho, o que for mais compatível”, explicou Orcioly.

Apesar do drama vivido pela família, o pai de Matheus explica que o filho encara o tratamento com muito otimismo e tranquilidade. “Quem vê o Matheus até fica surpreso, por que quem olha ele fala que não tem nada. Ele ta cheio de esperança, alegrinho, isso não abate ele, ele é muito forte. As quimioterapias ele faz, e muitas pessoas têm um certo efeito colateral, e o Matheus é resistente até nisso aí, graças a deus”, afirmou Orcioly.

Nota da Secretaria de Saúde

“A Secretaria de Saúde informa que recebeu a intimação da liminar e está verificando a melhor forma para fazer a aquisição do medicamento. Por ser um remédio importado, a aquisição não é a curto prazo, uma vez que existe uma tramitação de compra junto às empresas que fazem a importação destes medicamentos.”

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