Foto: Bruno Cantini / Atlético-MG

A estratégia armada por Thiago Larghi funcionou mais uma vez na noite desta quarta-feira. Os pedidos do treinador interino aos jogadores do Atlético foram claros: defender-se bem e aproveitar as oportunidades que surgirem lá na frente – exatamente o que ocorreu nas vitórias contra América (3 a 0) e Botafogo-PB (4 a 0). E foi justamente desse modo que a equipe mineira derrotou o Figueirense por 1 a 0, no Orlando Scarpelli, pela partida de ida da terceira fase da Copa do Brasil. Otero anotou o único gol do jogo.

Desde o início do primeiro tempo, o Atlético adotou a estratégia de aguardar as investidas adversárias para buscar os contra-ataques. O Figueirense teve mais a bola, mas foram os visitantes que abriram o placar. Patric fez belo lançamento para Erik. O atacante recebeu na área, saiu da marcação e rolou para Otero finalizar com precisão.
No segundo tempo, o Atlético demonstrou mais uma vez segurança defensiva. O Figueirense, que perdeu a invencibilidade no ano, até ensaiou uma pressão na parte final do jogo, mas não conseguiu levar tanto perigo ao gol defendido pelo goleiro Victor. A etapa complementar ficou marcada por um apagão que paralisou a partida por quase 16 minutos.

O resultado faz com que o Atlético precise apenas de uma igualdade para avançar à quarta fase da Copa do Brasil. Ao contrário do que ocorreu nas outras edições da competição, o gol fora de casa não é critério de desempate.

O Atlético volta a campo neste domingo, às 11h. A equipe alvinegra terá outro teste de fogo sob o comando do interino Thiago Larghi. O adversário no jogo do Independência, pela nona rodada do Campeonato Mineiro, é o líder Cruzeiro.
Às 19h também deste domingo, o Figueirense encara o Tubarão-SC. A equipe do técnico Milton Cruz jogará em casa e tentará manter a liderança do Campeonato Catarinense.
A partida de volta entre Atlético e Figueirense está marcada para o dia 14 de março (quarta-feira), às 21h45, no Independência. O time que avançar se junta a outras nove equipes na quarta fase da Copa do Brasil. Os duelos serão definidos em sorteio na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), no Rio de Janeiro.
Estratégia repetida
A partida começou ‘truncada’. Em apenas três minutos, o árbitro Bruno Arleu de Araújo assinalou quatro faltas. Também no início do jogo, o Figueirense levou perigo pela primeira vez. Betinho recebeu na intermediária, avançou e finalizou com força. Victor fez boa defesa.
O goleiro alvinegro precisou trabalhar novamente logo aos 8’. O lateral-direito Samuel Santos encontrou espaço nas proximidades da área e chutou de esquerda. Victor, com a ponta dos dedos, desviou para escanteio.
Os donos da casa demonstraram, desde o início, a intenção de propor o jogo. Jorge Henrique, Betinho e o ex-atleticano Zé Antônio participavam bastante e ditavam o ritmo do meio de campo. As principais chances eram em finalizações de fora da área.
O Atlético, por sua vez, adotou estratégia semelhante àquela que funcionou nas vitórias contra América (3 a 0) e Botafogo-PB (4 a 0). Com linhas recuadas e bastante compactas, o time mineiro aguardava oportunidades para sair em contra-ataques. A primeira finalização no alvo dos visitantes foi aos 20’. O chute cruzado de Róger Guedes, entretanto, saiu com pouca força e morreu nas mãos de Denis.
O Figueirense mantinha a bola por mais tempo, mas foi do Atlético o gol que abriu o placar. Aos 31’, Patric fez belo lançamento para Erik. Já dentro da área, o atacante dominou com o ombro, livrou-se da marcação e rolou para Otero. De frente para o goleiro, o venezuelano finalizou de direita e marcou o primeiro dele na temporada 2018.
O cenário do jogo pouco mudou após o gol do Atlético. O Figueirense tinha a bola, mas não conseguia superar as linhas de marcação dos visitantes. Restava, então, finalizar de fora da área. As tentativas de Zé Antônio, entretanto, não levaram perigo ao gol de Victor.
Jogo seguro
O Figueirense voltou para o segundo tempo com o mesmo propósito apresentado no primeiro: controlar a posse da bola e tentar agredir o adversário. Aos 9’, Fábio Santos tirou em cima da linha após bate-rebate na pequena área do Atlético.
Homens mais avançados do Figueirense, Felipe Amorim e André Luis eram pouco acionados e não criavam oportunidades claras. O que mais chamou atenção nos primeiros 15 minutos do jogo, entretanto, não foram as ofensivas dos donos da casa. Ao ser substituído por Luan, Róger Guedes reclamou veementemente da decisão de Thiago Larghi.
Aos 17’, o jogo foi paralisado por conta de uma queda de energia elétrica em torres de iluminação do Orlando Scarpelli. A bola voltou a rolar pouco mais de 15 minutos depois, aos 33’. O ritmo do Figueirense caiu após o reinício da partida. Betinho, que já tinha cartão amarelo, chegou com o pé alto em dividida com Ricardo Oliveira. O árbitro não advertiu o volante novamente.
O Atlético tentou aproveitar e chegou com perigo em lance de bola parada. Otero cobrou falta na área para Gabriel. Livre, o zagueiro escorou para Ricardo Oliveira cabecear para o gol. A defesa do Figueirense afastou em cima da linha. O centroavante criou outra oportunidade, mas o chute de fora da área parou em Denis.
O técnico Milton Cruz promoveu alterações já na parte final da partida. Os atacantes Ermel e Ronaldo entraram com a missão de imprimir mais velocidade às ações ofensivas do Figueirense. Os donos da casa quase chegaram ao empate em uma cobrança de escanteio. O cruzamento de Felipe Amorim foi na direção de Victor, que soltou a bola na pequena área. Gustavo Blanco afastou o perigo. Daí para frente, bastou ao Atlético segurar o jogo e garantir o resultado. Estratégia que funcionou mais uma vez.
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