Foi deflagrada na manhã desta quinta-feira, 1º de março, pelo Ministério Público Estadual (MPE), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), a 3ª fase da Operação “Fênix”, em Uberlândia, com o cumprimento de três mandados de prisão preventiva. A operação investiga policiais civis, delegados e advogados suspeitos de corrupção e outros crimes.

De acordo com o promotor de Justiça Daniel Marotta Martinez, os presos na data de hoje haviam sido presos na deflagração da megaoperação FÊNIX, em 19 de dezembro de 2017, por envolvimento em crimes de formação de quadrilha, obstrução de justiça, tráfico de drogas, associação para o tráfico, falsidade ideológica e prevaricação.

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Os três foram colocados em liberdade por decisão judicial, e foram novamente presos preventivamente na data de hoje em razão da anulação da decisão judicial que lhes deferiu o pedido de revogação de prisão preventiva.

Os presos são o ex-delegado e chefe do 9º Departamento de Polícia Civil, Samuel Barreto, o investigador Guilherme, ambos de Uberlândia, e o advogado Rômulo de Oliveira Rezende, da cidade de Patrocínio.

FÊNIX é um pássaro da mitologia grega que, quando morria, entrava em autocombustão e, passado algum tempo, renascia das próprias cinzas.

Os mandados de prisão dos dois policiais civis foram cumpridos pela Chefia da 9º Departamento de Polícia Civil de Uberlândia. A ordem de prisão preventiva do advogado foi cumprida pela Polícia Militar (unidade regional de Patos de Minas do GAECO).

Operação Fênix

A operação FÊNIX foi deflagrada pelo Gaeco de Uberlândia no dia 19 de dezembro de 2017 e cumpriu na primeira fase mais de 200 mandados contra policiais civis, incluindo investigadores, escrivães e delegados, além de advogados em Minas Gerais, Mato Grosso e no Paraná.

Os investigados são suspeitos de corrupção ativa e passiva, associação criminosa, tráfico de drogas, roubo, falsidade ideológica, obstrução de Justiça, fraude processual, prevaricação, lavagem de dinheiro, tortura, entre outros.


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