Um homem de 39 anos foi preso em flagrante pela Polícia Militar (PM) em uma igreja evangélica no bairro Baixada, em Manhuaçu, na Zona da Mata, depois de matar a mulher a facadas na residência do casal, que fica no bairro Nossa Senhora Aparecida. Segundo a corporação, ele estava no templo dizendo para outros fiéis que teria assassinado a esposa, Lidiane Silva Ribeiro, de 35. O crime e a prisão aconteceram na noite desse domingo (4).

Militares do Corpo de Bombeiros foram os primeiros a chegar à residência do casal, depois que um adolescente correu até um prédio da corporação para relatar que sua mãe fora esfaqueada pelo marido. Quando entraram no local, eles encontraram o corpo de Lidiane ensanguentado, caído em um cômodo da casa. A mulher sofreu quatro perfurações nas costas, uma no ombro e outra no pescoço. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu antes de ser socorrida.

Assim que constataram o óbito, os militares isolaram o imóvel e acionaram a perícia da Polícia Civil. O Corpo de Bombeiros informou que os vizinhos ouviram uma discussão entre Lidiane e o marido antes de o crime acontecer. Minutos depois, o filho da mulher deixou a residência correndo em direção à corporação, que fica próxima à casa, para pedir ajuda. Ainda conforme o relato dos bombeiros, o assassino já não estava mais no local no momento em que eles apareceram.

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A PM, por sua vez, explicou que assim que foi acionada iniciou um rastreamento pela cidade atrás do assassino de Lidiane. Moradores de Manhuaçu disseram aos policiais que o homem estaria próximo a um conhecido supermercado no bairro Baixada. Já no estabelecimento, uma pessoa revelou que o criminoso entrou na igreja evangélica.

O assassino foi preso dentro da igreja, onde momentos antes de ser encontrado confessou a outras testemunhas o crime que havia cometido. Ele não explicou, no entanto, o motivo da briga com a mulher. Segundo a PM, ao ser algemado, o homem ficou agressivo e tentou danificar uma viatura.

A reportagem de O TEMPO procurou a Polícia Civil na noite desta segunda-feira (5) para saber detalhes da investigação, mas a corporação ainda não divulgou informações sobre o caso.


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