A Prefeitura de Belo Horizonte vai apresentar na próxima semana um plano de mitigação de danos relacionado a árvores da capital. O órgão já vem suprimindo plantas que oferecem algum tipo de risco para a população. Em 2017, foram cortadas 3.041 delas. Só no mês de janeiro deste ano, outras 382 foram suprimidas. O número de fevereiro, conforme a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMMA), ainda não foi fechado. Mas, segundo o diretor de Gestão Ambiental da pasta, Afonso Fraga, a expectativa é suprimir cerca de 4.000 árvores na capital.

No total, já foram cortadas pelo menos 3.423. A secretaria esclareceu, porém, que esse número é dinâmico e que as supressões ocorrem todos os dias. Na terça-feira (6), foi publicado no “Diário Oficial do Município” (“DOM”) uma lista com 25 critérios que levam a prefeitura a suprimir árvores na cidade. A publicação, de acordo com Fraga, já faz parte do plano de redução de danos.

“A publicação é para que a população entenda como vamos fazer a supressão. Algumas vezes, nossos técnicos vão até os lugares, e as pessoas até se algemam às árvores para que elas não sejam cortadas”, explicou Fraga. O diretor reforçou que essas diretrizes já eram de conhecimento dos técnicos da prefeitura, no entanto a população não era informada de todas as questões. “Alguns dos critérios envolvem a presença de cupins, larvas, brocas e besouro metálico”, detalhou.

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Articulação. O projeto de redução de riscos com relação à queda de árvores e galhos envolve a SMMA, a Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutural, a Defesa Civil, a Superintendência de Limpeza Urbana (SLU), além do gabinete da prefeitura.

O intuito é dar celeridade ao processo de retirada de árvores que apresentam risco. O período de chuva, conforme o diretor, também acentuou a necessidade de acelerar o processo, especialmente porque há na cidade algumas árvores em locais inadequados. “Aquela palmeira que matou o taxista tinha 30 m de altura. Não deveria estar ali”, exemplificou Fraga.

A PBH vai analisar as espécies de árvores e a adequação delas ao ambiente que ocupam. Atualmente estão catalogadas 300 mil plantas. No entanto, a estimativa é que existam 500 mil nas ruas da cidade e 1 milhão considerando-se todas as outras áreas do município, como parques e clubes.

Além da supressão, o novo plano vai informar ainda onde as novas árvores serão plantadas e quais espécies são as ideais para cada espaço. Para cada árvore suprimida, uma ou duas serão plantadas no lugar.

 

Licença ambiental poderá ser feita na web

O licenciamento ambiental de empreendimentos de pequeno porte e baixo potencial poluidor em Belo Horizonte poderá ser feito pela internet. A novidade foi publicada na terça-feira no “Diário Oficial do Município” (“DOM”) e deve começar a valer até o fim do primeiro semestre.

Segundo o diretor de Licenciamento Ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Pedro Franzoni, a novidade vai reduzir a burocracia e liberar os técnicos da pasta para fiscalizar empreendimentos com maior potencial poluidor. “O monitoramento é o pulo do gato do licenciamento ambiental simplificado. Vamos ter uma gerência para ajudar a fiscalizar”, explicou o diretor.

Para o biólogo da Associação Mineira de Defesa do Ambiente Francisco Mourão, é positivo reduzir a burocracia para concentrar esforços em casos mais graves. No entanto, ele considera que a prefeitura deve analisar bem casos de empreendimentos em áreas sensíveis, como de mananciais, que não podem ter licenciamento automático.

Saiba mais

Pedidos. Em 2016, a PBH recebeu 18.560 pedidos de poda e supressão de árvores. Em 2017, foram 18.338. Até 4 de março deste ano, já eram 4.266 solicitações. Segundo a prefeitura, porém, várias pessoas fazem a requisição de supressão ou poda da mesma planta.

Podas. Em 2017, a Prefeitura de Belo Horizonte investiu R$ 4 milhões em podas e cortes. Foram feitas 16.445 podas e 3.041 supressões de árvores. 


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