Os pneus usados ainda são um grande problema, por serem criadouros do mosquito da dengue Fonte: Fellipe Duarte/Reprodução TV Vitoriosa

A febre amarela se tornou um grande motivo de preocupação da população de Uberlândia, por conta dos diversos casos da doença que já foram confirmados no estado de Minas Gerais. No entanto, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) também continua com seu foco voltado para outra enfermidade que é um problema nesta época do ano: a dengue.

Luiz Humberto Arruda, coordenador do programa de combate à dengue, explicou que existe uma grande diferença entre a dengue e febre amarela. “A gente sabe que pra essas doenças (a dengue, mais a zika e a chikungunya) não tem vacina, não tem outra porta senão eliminar o foco. No caso da febre amarela, que tem sido muito falada, a atitude é simples, é só vacinar”, disse.

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De acordo com dados do CCZ, já foram registrados 403 casos de dengue suspeitos, mais 3 de zika e 9 de chikungunya, em Uberlândia só neste ano, o que já pode ser considerado um surto.

Casas e pneus são um grande problema

Ainda segundo o CCZ, ao contrário do que se pensa, cerca de 80% dos focos do mosquito da dengue se encontram dentro de residências, especialmente no interior de pneus usados.

Por conta disso, o CCZ conta com cinco caminhonetes para poder recolher esses pneus usados de diversas casas de Uberlândia. O serviço de recolhimento pode ser solicitado por qualquer cidadão junto ao órgão.

A estimativa é que cerca de 21 mil pneus são recolhidos todos os meses pela equipe. Posteriormente, eles são encaminhados para um galpão, que fica no Distrito Industrial da cidade, onde são queimados após um tempo.

Informações: Vinícius Lemos


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