Dois suspeitos de homicídio foram presos na madrugada desta sexta-feira (9) depois de uma perseguição policial e troca de tiros na avenida Antônio Carlos, no bairro São Cristóvão, na região Noroeste de Belo Horizonte.

Por volta de 0h10, policiais do 34º Batalhão da Polícia Militar foram acionados para atender uma ocorrência em que um morador de rua, não identificado, que levou três tiros no abdômen, um no ombro direito, um no braço direito e dois na perna direita. O crime foi na rua Marcazita, no Aglomerado Pedreira Prado Lopes, que fica no bairro São Cristóvão. O morador de rua foi socorrido no Hospital Odilon Behrens, mas não resistiu o morreu.

Testemunhas disseram à PM que a vítima havia sido baleada no “Beco do Fi”, por integrantes de uma facção criminosa que atua no local. As câmeras do Olho Vivo haviam flagrado um homem com bermuda florida disparando tiros para o alto na e entrando em um veículo Citroen C-4 Pallace. O veículo pegou a avenida Antônio Carlos, sentido centro, e os PMs que estavam no local do crime foram alertados.

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Os PMs localizaram o Citroen fazendo o retorno, indo em direção da Pampulha, e os militares deram ordem de parada, mas não foram atendidos, dando início a uma perseguição.

Policiais do Tático Móvel fizeram um cerco e bloqueio, mas os suspeitos foram o bloqueio passando por cima do canteiro central e seguindo na contramão pela pista do MOVE. Um soldado se posicionou, dando ordem de parada e apontando a arma na direção dos carros, mas o motorista, Igor Ribeiro dos Santos Antônio, de 24 anos,

jogou o carro para cima dele, mas não conseguiu atropelar o militar. Nesse momento, os policiais começaram a atirar no Citroen.

Igor e o comparsa, Ricardo Henrique Alves Pereira, de 23 anos, desceram do veículo com armas em punho, segundo os PMs, sendo que Igor disparou um tiro. Os militares revidaram e ele foi baleado na perna esquerda e preso com uma pistola 9mm, dez munições e um carregador.

Ricardo, segundo a PM, correu para o bairro Santo André, onde foi preso com uma pistola Glock .40, com seis munições 9mm, dois carregadores de Glock .40, e R$ 1.953,60.

Segundo a PM, Igor já é um traficante conhecido na PPL, seria “gestor” do tráfico de drogas na rua Popular, naquele aglomerado, e autor de homicídio.

Ainda de acordo com a PM, um cabo do Gepar envolvido na ocorrência disparou 30 tiros e fez duas recargas rápidas na ação que prendeu os suspeitos. Um sargento disparou cinco tiros e um soldado, 11 disparos.

Como um dos suspeitos foi ferido, os militares foram autuados em flagrante no batalhão onde trabalham, em um Inquérito Policial Militar (IPM) que vai investigar a ação deles. As armas deles foram recolhidas para perícia. A ocorrência será encerrada na Central de Flagrantes 4, no bairro Alípio de Melo. A Polícia Civil vai investigar a morte do morador de rua e a lesão corporal do suspeito preso.


 


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