“O bolo que levei pra ele na última vez que o vi, estava em cima da mesa do mesmo jeito que deixei”, disse a dançarina e coreografa Ana Pi de 31 anos, filha do artista plástico Júlio César de Oliveira, 55, que está desaparecido deste a noite do dia 4 de março às no bairro Santo André, região Noroeste de Belo Horizonte. Segundo Ana, na noite do desaparecimento do pai, por volta das 22h, ela foi visitá-lo, conversaram bastante e ele estava tranquilo.

“Ele tinha acabado de sair de um relacionamento, mas estava tranquilo, não tinha sinais de depressão ou qualquer outro tipo de problema”, disse a jovem. Segundo ela, depois de dar falta do pai, no dia seguinte, percebeu que ele havia deixado para trás a carteira com dinheiro e documentos pessoais e o óculos de grau que usava.  Ana disse que o pai também não fez nenhuma movimentação bancária nesse período. Até o momento, o paradeiro de Júlio é desconhecido.

Ana ainda conta que além de registrar um boletim de ocorrência na Polícia Civil para registrar o desaparecimento do pai, os amigos e  familiares visitaram hospitais e conversaram com moradores de rua para tentar descobrir o paredeiro do artista. “Ligamos até para conhecidos em Goiás, moramos lá por um tempo, mas ele não foi pra lá. Ninguém o viu”, lamenta.

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O artista plástico Julio César de Oliveira é conhecido na capital mineira por estar à frente de movimentos de consciência negra e eventos culturais.

Quem tiver notícias sobre o artista plástico pode entrar em contato com a Polícia Civil por meio do telefone: 0800 2828 197. Ou pode acessar o site da delegacia virtual.


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