Em reunião realizada na tarde desta quinta-feira (15), na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), cerca de 5.000 professores e profissionais da educação da rede estadual de ensino decidiram manter, por tempo indeterminado, a greve iniciada há uma semana. A categoria cobra o pagamento de acordos assinados em 2015 com o governador do Estado, Fernando Pimentel (PT), e o cumprimento do piso salarial nacional.

A categoria exige que o Executivo do Estado cumpra o acordo que previa três atualizações salariais anuais, além do pagamento de abonos. Com isso, os profissionais teriam vencimentos equiparáveis ao piso nacional para a jornada de 24 horas.

Os grevistas também questionam o parcelamento dos vencimentos, do 13º salário, a ausência de repasses para o Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (IPSEMG), entre outros passivos.

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Atos

Ao longo do dia, os profissionais fecharam as principais rodovias de acesso a Belo Horizonte, pedindo adesão à causa.

Por volta das 7h, cerca de 300 manifestantes, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), fecharam o BR-381, em Sabará, região metropolitana, por um período de 40 minutos. Foi o suficiente para provocar um engarrafamento de três quilômetros no trânsito, em cada sentido da via.

Por volta das 8h30, outro grupo de manifestantes, que chegava do Norte de Minas em oito ônibus, segundo a Polícia Militar, fechou a BR-040 nos dois sentidos, na chegada de Brasília, na altura do bairro Guanabara, em Contagem, também na Grande BH. A pista ficou interditada por 15 minutos, nas duas pistas, e a retenção de veículos chegou a quatro quilômetros em cada lado da rodovia.

De acordo com o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE), os manifestantes eram grupos diferentes e depois todos seguiram para o prédio do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-MG), onde foi feito um conselho geral antes da assembleia da categoria.

Homenagem

Em meio à reunião que definiu o rumo da greve, professores e profissionais da educação mostraram-se indignados com assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL), no Rio de Janeiro.

Reunidos desde as 14h no pátio da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), no Bairro Santo Agostinho, os manifestantes levantaram faixas homenageando a parlamentar, assassinada na noite da última quarta-feira (14), e pediram justiça para o caso.

Posteriormente, a categoria seguiu para o Palácio da Liberdade e, posteriormente, para a Praça da Estação, onde acontece um ato em homenagem à memória de Marielle.

 


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