O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), núcleo Varginha, em conjunto com a Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público da cidade, deflagrou, na manhã desta quinta-feira (22) a operação Plano Pirata, nos municípios de Varginha e Santana da Vargem, no Sul de Minas.

Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão nas cidades, decorrentes da apuração de desvio milionário dos cofres municipais. Um ex-diretor e um ex-contador do Instituto de Saúde dos Servidores Públicos de Varginha (ISA) são denunciados pela prática dos crimes de peculato e lavagem de dinheiro. O desvio apurado é de R$1.768.231,66.

Os ex-funcionários do instituto foram denunciados pela prática de 368 crimes de peculato e três delitos de lavagem de dinheiro.

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De acordo com o promotor de justiça, Igor Serrano, foram constatados quatro modos de desvio: saque de cheques nominais a um dos investigados em agência da Caixa Econômica Federal; desvio o dinheiro para o pagamento de contas; realização de empréstimo pessoal com desconto diretamente na conta do instituto e aumento fraudulento dos salários dos investigados.

“O objetivo do Instituto era promover ações para garantir a saúde dos servidores municipais. Ele era mantido sobretudo com o dinheiro público”, declarou Serrano.

Segundo o promotor, entre 2011 e 2017, período apurado nas investigações, o Instituto teve uma receita de quase R$ 6 milhões, sendo que R$ 5 milhões eram de origem do dinheiro público. A verba desviada corresponde a cerca de 33% deste montante.

Além disso, os denunciados também adquiriam bens móveis e imóveis em nome de terceiros e realizaram benfeitorias em bens próprios. 


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