A obsessão por ter um filho levou dois casais a tentarem a compra de um recém-nascido em 7 de março, em Contagem, na região metropolitana. A conclusão é do delegado Christiano Xavier, da Polícia Civil de Minas Gerais.

A Polícia descartou a participação dos casais em uma organização criminosa, mas continua a investigação sobre o tráfico de crianças em Minas Gerais e em outros Estados para entender a rede de contatos que os levaram a tentar comprar o bebê.

Cuidando de bebê de borracha

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Em coletiva na sede da Delegacia Regional de Contagem, na manhã desta quarta-feira, o delegado disse que os casais estariam obcecados por ter uma criança.  Uma das mulheres teria, inclusive, comprado um bebê de borracha e o tratava como ser humano.

“Ela saía com ele no carrinho de bebê, dava mamadeira, fazia dormir”, afirmou o delegado. A mulher comprou o bebê de borracha no valor de R$ 1.800. O boneco tinha até um nome: Miguel.

A outra mulher teria obsessão por ter uma menina e estava disposta a comprar a criança

Eles serão desqualificados no crime de formação de quadrilha, mas responderão pelo artigo 238, do Estatuto da Criança e do Adolescente, que condena a entrega de bebês por meio de pagamentos.

As investigações continuam

Ainda de acordo com o delegado, o inquérito está prestes a ser concluído e deve levar entre quatro e cinco dias úteis para ser encaminhado à justiça. Outros inquéritos sobre o caso podem ser abertos, uma vez que as investigações continuam.

A Polícia afirmou que acredita na existência de uma rede de tráfico de crianças, uma vez que há negociações feitas por residentes em Minas Gerais, no Rio Grande do Sul, no Rio de Janeiro e, até mesmo, na Espanha e nos Estados Unidos.

Interpol no caso

A Interpol está no caso para avaliar se há tráfico internacional de bebês. A Polícia, contudo, ponderou que motivações precisam ser averiguadas.

Os dois casais inicialmente apontados como sendo os líderes da organização criminosa permanecem presos em Contagem.


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