Fotos: Divulgação / Polícia Militar

Uma pesquisa divulgada pela Secretaria de Estado de Defesa Social revelou um aumento de 25% nos crimes violentos em Uberlândia, que incluem homicídios, roubos, sequestros e estupros.

Os dados revelaram que em 2017, foram registrados 5.819 crimes violentos em Uberlândia, contra 4.657 casos em 2016. A Polícia Militar (PM) está ciente desse aumento considerável de ocorrências e acredita que os números aumentaram por dois motivos: mudanças de registro e a migração de crimes para vários Boletins de Ocorrência (B.O.).

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“Foram feitas algumas correções com relação aos registros e ocorrências, de modo que acaba influenciando nas nossas estatísticas. Aquelas ocorrências de crime continuado, com 2, 3 fatos distintos, que constavam em um Boletim de Ocorrência só, em 2017, isso foi corrigido e a partir de então, foi um B.O. pra cada um desses fatos. E isso tem interferido nesse aumento que foi registrado”, disse o Major Rodrigo Brasil.

Homicídios em queda, roubos em alta

Os homicídios costumam ser os tipos de crime que mais chamam a atenção da Polícia Militar e da população no geral. No entanto, a PM já notou que as mortes violentas estão em queda desde 2014. A única exceção foi justamente de 2016 para 2017.

De acordo com a contagem realizada pela TV Vitoriosa, 2017 terminou com 115 homicídios, enquanto que em 2016, foram 112 casos. Já de acordo com os dados oficiais da PM, a diferença foi maior: 100 ocorrências no último ano, contra 86 no ano retrasado.

Já os roubos foram as principais ocorrências entre as 5.819 registradas no último ano. A polícia acredita que essa prática está em alta por que pessoas envolvidas com tráfico de drogas estão migrando cada vez mais para essa modalidade de crime.

O Major Rodrigo disse que uma medida adotada pela PM para tentar coibir os roubos na cidade foi realocar parte do efetivo administrativo da polícia nas ruas.

“Tivemos um ganho de, aproximadamente, 60 viaturas por dia nas ruas. E isso tem contribuído pros trabalhos que a gente tem desenvolvido e reduzido esse índice”, explicou.

Informações: Vinícius Lemos


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