As operações do mineroduto da Anglo American foram suspensas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), depois do segundo vazamento em Santo Antônio do Grama, na Zona da Mata mineira. O episódio aconteceu menos de 20 dias do anterior e a cerca de 400 metros do outro vazamento.

O problema ocorreu justamente no momento que a empresa estava retomando as operações do mineroduto Minas-Rio – que é o maior do mundo –, que tinham sido iniciadas na última terça-feira. Para operar com a capacidade total atual seriam necessários três dias.

Nesta sexta-feira, durante entrevista coletiva, o presidente da empresa no Brasil, Ruben Fernandes, afirmou que as causas do acidente estão sendo investigadas. “Tem duas universidades que nos apoiam nesse sentido. Nós retiramos amostras das trincas, da falhas do tubo. E esse laudo deve ser entregue nas próximas semanas”, diz.

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Com o problema, a mineradora vai conceder férias coletivas aos empregados de algumas áreas da operação – mina e planta de beneficiamento – em Conceição do Mato Dentro, por, pelo menos, 30 dias. Até a tarde de ontem, a Anglo não tinha definido a quantidade de empregados que estariam nessa situação. “O diretor de RH está reunido com a equipe para definir

Entretanto, existe possibilidade de lay-off, que é a suspensão temporária do contrato de trabalho, conforme informação divulgada no comunicado interno. Nesse documento, a empresa admite o risco de perder as licenças da fase 3.

No país, a empresa tem cerca de 4.000 funcionários, sendo 2.500 em Conceição do Mato Dentro.


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