Enquanto as buscas pelo menino Miguel, de dois anos, desaparecido desde a tarde desta sexta-feira (30) em Betim, continuam, a família da criança mantém as esperanças de encontrá-lo bem. Em entrevista à reportagem de O TEMPO, a mãe Elisângela de Oliveira, 39 anos, disse não acreditar na hipótese de que o menino está perdido pela mata, e sim que uma pessoa raptou o filho.

“Não acho que ele está perdido, acho que alguém pegou ele, levou ele de mim. Levou meu coração junto”, diz. Segundo Elisângela, Miguel sumiu depois que ela saiu para trabalhar. “Ele tá de calça jeans clara, blusa azul. Descalço, a sandália ficou aqui. Quando eu saí para trabalhar, ele tava dormindo dentro do carro. Passamos a noite aqui, orando, várias noites fazemos isso. Na noite anterior fizemos isso. Saí pra trabalhar e ele ficou dormindo no carro”, conta a mãe, que trabalha como empregada doméstica.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, imagens de câmeras de segurança de um condomínio da região foram analisadas pela Polícia Militar (PM). Segundo relatos de testemunhas, ao menos três veículos deixando o local minutos depois do desaparecimento do garoto. Porém, ainda não há confirmação se eles podem ter relação com o caso.

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Comoção local

A corporação afirma, ainda, que diversas mensagens falsas circulam nas redes sociais. Algumas pessoas têm ligando para a família, mas passando informações inverídicas. Os bombeiros pedem que somente quem souber de algo concreto entre em contato com as autoridades para não atrapalhar as investigações

Miguel desapareceu na sexta-feira (30) em uma mata no bairro Parque das Indústrias, em Betim. Por conta da tese de rapto, a PM já realizou uma apuração da cena em que o garoto sumiu, colhendo, por exemplo, a placa dos carros que estavam na região.

O desaparecimento aconteceu por volta das 12h quando o pai do garoto foi recolher lenha. O menino foi identificado apenas como Miguel e seria morador do bairro Betim Industrial.

Como ajudar?

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a população pode ajudar enviando informações pelo 190 e 197.

“A suspeita imediata é que a criança ainda continue aqui na mata mesmo, pois se perdeu aqui. Mas não é impossível (o rapto), até porque havia mais gente no local, então, há sim essa possibilidade, mas não temos confirmação ainda. Isso ficará a cargo da polícia investigar”, declarou o tenente Machado, do Corpo de Bombeiros.

O desaparecimento

A família da criança iria passar a noite na mata acampada. Quando o garoto sumiu, o pai começou as buscas, juntamente com a ajuda de outras pessoas, e acionou a Polícia Militar e os bombeiros.

Além das buscas terrestres, chamando pelo nome da criança, os bombeiros também usaram cães farejadores e o helicóptero Arcanjo, mas não houve sucesso. “Depois, nós chamamos alguns populares para nos auxiliar, sempre os guiando, pois assim conseguiríamos abranger uma área maior. Também foi utilizado o helicóptero Pégasus, com imagem infravermelha, mas também não foi visualizado nada”, completou o tenente Machado.


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