Duas mulheres e um homem foram presos nesta terça-feira, 3, em Dourados, a 233 km de Campo Grande, na Operação Courier, desencadeada pela delegacia da Polícia Federal em Uberaba (MG) para prender uma quadrilha sul-mato-grossense que enviava cargas de maconha para o Triângulo Mineiro.

O esquema era chefiado pela douradense que foi presa hoje na segunda maior cidade de Mato Grosso do Sul. Seis mandados de prisão foram expedidos nesta fase da operação pela Justiça mineira. Três foram cumpridos em Dourados, um em Uberaba e um em Campo Grande.

Na Capital, o mandado de prisão foi cumprido na Penitenciária de Segurança Máxima, onde um dos envolvidos já estava recolhido. O acusado mineiro também já estava preso em Uberaba. Os agentes federais ainda procuram um cidadão de nacionalidade paraguaia, residente em Ponta Porã, que não foi localizado em sua casa.

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Patroa do tráfico – O delegado Marcelo Xavier, chefe da PF em Uberaba, disse que a douradense presa hoje controlava todo o esquema. “Era ela que comandava a logística e tinha controle sobre a compra da maconha no Paraguai e remessa para a região de Uberaba, feita por motoristas contratados pela quadrilha”.

Segundo ele, a droga trazida do Paraguai era escondida em carros de passeio e enviada com batedores para o Triângulo Mineiro, onde cinco pessoas já tinham sido presas no ano passado.

“Hoje cumprimos os mandados de prisão dos fornecedores da maconha, que controlavam a rota do Paraguai até Uberaba”, explicou. A PF não divulgou os nomes dos acusados.

Marcelo Xavier disse que a quadrilha começou a ser investigada em fevereiro de 2017, quando três mineiros foram presos com 200 quilos de maconha enviados pela quadrilha comandada pela traficante douradense.

Em novembro do ano passado, a Polícia Federal apreendeu mais 1,5 tonelada de maconha da mesma quadrilha e prendeu outros dois envolvidos.

Ponto nevrálgico – Dourados é apontada pela Polícia Federal como “ponto nevrálgico” do tráfico internacional. Localizada a 120 km do Paraguai, a cidade virou “paraíso” dos barões do tráfico que antes tinham como base Ponta Porã, Aral Moreira, Amambai e Coronel Sapucaia.

“Dourados é um ponto nevrálgico importantíssimo em Mato Grosso do Sul, tanto para passagem de drogas quanto para sediar organizações criminosas, porque é uma cidade grande, uma cidade estruturada, que tem muitas empresas e não é caracterizada no resto do país como uma cidade que chama atenção, como é o caso de Ponta Porã. Por exemplo: um caminhão saindo de Dourados não chama tanta atenção como um caminhão com placa de Ponta Porã”, afirmou em fevereiro de 2016 ao Campo Grande News o delegado da PF Cleo Mazzotti.

Fonte: Campo Grande News


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