Assis Chateaubriand (Reprodução/O Globo)

No dia 4 de abril de 1968 morria, em São Paulo, Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Melo, conhecido como Assis Chateaubriand ou Chatô (da biografia de Fernando Morais), um dos homens mais influentes do Brasil nas décadas de 1940 4 50. Nascido no dia 4 de outubro na cidade de Umbuzeiro, na Paraíba, ele foi um magnata da comunicação, dono dos Diários Associados, que chegou a ser formado por 34 jornais, 36 emissoras de rádio, 18 estações de televisão, agência de notícias, revistas e uma editora. Polêmico e controverso, tornou-se uma espécie de versão brasileira do Cidadão Kane. Também foi acusado de chantagear empresas que não anunciavam em seus veículos e de insultar empresários com mentiras. Chatô ainda era próximo de figuras poderosas, como o presidente Getúlio Vargas. Dono de um espírito empreendedor, fundou o Museu de Arte de São Paulo (Masp), em 1947. Mais tarde, foi eleito senador pela Paraíba (1952) e pelo Maranhão (1955). Renunciou ao mandato para assumir a embaixada do Brasil na Inglaterra. Em 1954, foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras, ocupando a cadeira deixada por Getúlio Vargas. Na década de 1960, contudo, o seu império estava endividado. Nesta época, Chatô sofreu uma trombose que o deixou paralisado e sua comunicação com o mundo ficou restrita a uma máquina de escrever adaptada. Pouco tempo depois, ele morreu, no ano de 1968, em São Paulo.


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