Uberlândia sedia esta semana um encontro sobre a população em situação de rua. O evento é promovido pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), com o apoio do governo do estado e entidades parceiras.

Na terça-feira, 3, houve uma roda de conversa com 15 moradores de rua na Praça Sérgio Pacheco, para levantar sugestões e problemas enfrentados por eles. Nesta quarta-feira, 4, um fórum técnico reuniu estas mesmas pessoas e autoridades locais envolvidas com a causa, estiveram no Sindicato dos Empregados do Comércio de Uberlândia e Araguari (Secua), para ouvir os cidadãos e colher subsídios para ajudar a concretizar a política pública destinada a essa população.

Dados de 2016 do Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP) mostram que há, pelo menos, 1,4 mil pessoas em situação de rua na cidade. O número oscila ao longo dos anos. A Secretaria de Direitos Humanos informou que, por mês, são atendidas nos centros de referência, aproximadamente 270 pessoas, e que, 144 não pretendem sair da situação.

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David Clinte tem 27 anos e está em Uberlândia há 4 meses. Ele veio de Goiás em busca de independência e para melhorar de vida. Lá ele morava com o pai e tinha boas condições de vida, mas queria apostar em si mesmo e conseguir seu lugar no mercado de trabalho aqui no Triângulo.

Ele conta que, ao chegar na cidade, teve os documentos roubados e não consegue arrumar emprego por este motivo. David trabalha como servente de pedreiro.

Esta é a realidade de grande parte das pessoas em situação de rua.

Segundo Letícia Palma, diretora de defesa e reparação de direitos humanos da Secretaria de Estado de Direitos Humanos, um documento com as reivindicações será formulado e enviado ao governo do estado.


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