Um homem conhecido no bairro Santo Antônio, região Centro Sul de Belo Horizonte, como “maníaco da janela”, foi preso, na noite desta quarta-feira (4). O suspeito, de 50 anos, atirou e agrediu com coronhadas o funcionário de um bar da rua São Domingos do Prata. A briga começou porque o funcionário do bar foi colocar lixo em um local que desagradou o suspeito do crime.

De acordo com a Polícia Militar, a vítima relatou que, quando estava colocando o lixo, o suspeito chegou sacou a arma e o ameaçou, dizendo “você não vai bagunçar aqui, não”. Depois ele ainda atirou duas vezes na direção da vítima, que, por sorte, não se foi atingida.

O suspeito deu uma coronhada na cabeça do funcionário do bar.  Testemunhas contaram à polícia que a rua estava movimentada no momento do crime e que isso não intimidou o “maníaco da janela”.  O funcionário ferido foi encaminhado para o hospital.

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A polícia foi acionada e quando os militares chegaram no local o suspeito já tinha fugido, no entanto, testemunhas indicaram o prédio onde ele morava, na mesma rua onde ocorreu o crime.

Os policiais foram até  a casa do homem, que se recusou a abrir a porta, mas os militares quebraram a fechadura e na residência encontraram o atirador, um idoso e a mulher que estava cuidando do idoso.  A cuidadora disse que o suspeito a obrigou a não abrir a porta.

Depois da entrada da polícia, o homem chegou a se identificar como policial civil, mas a PM disse que isso não é verdade. Ele já tinha passagens pela polícia por disparos de arma de fogo em via pública.

Na residência do suspeito foi encontrado um arsenal de armas. Havia uma carabina winchester calibre .44,  duas pistolas calibre .40, três pistolas calibre .380, uma escopeta calibre 12, além de muitas munições e carregadores.

O suspeito do crime foi preso e encaminhado para a Central de Flagrantes da Polícia Civil do Barreiro.

Maníaco da Janela

O suspeito é conhecido no bairro como “Maníaco da Janela” porque ficava espiando as moradoras do bairro pela janela do apartamento dele. Testemunhas disseram que essa é uma reclamação constante das mulheres do Santo Antônio.


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