Os professores da rede estadual de Minas Gerais decidiram em assembleia realizada na tarde desta terça-feira (19) pela continuidade da greve, iniciada no dia 8 de março.
 
Os trabalhadores votaram a favor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa garantir o pagamento do piso, sem a necessidade de o governo de Minas enviar todos os anos um projeto específico para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). A categoria vai solicitar que a PEC seja protocolada na Casa ainda nesta terça-feira. 
 
Apesar de considerarem a proposta um avanço, os educadores ainda reivindicam o fim do parcelamento dos salários, atendimento de qualidade no IPSEMG e a retomada de nomeações, além do pagamento de valores retroativos devidos pelo Estado à categoria. 
 
“A categoria avalia que o que nós temos ainda é insuficiente para a suspensão do movimento. É um forte recado para o governo do Estado, que precisa se movimentar, a greve foi definida em torno de objetivos muito concretos, e o governo precisa se movimentar para responder essas questões”, afirmou a coordenadora-geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE-MG), Beatriz Cerqueira. 
 
Uma nova assembleia para discutir o andamento da greve está marcada para o dia 18 de abril.

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