Pancadas isoladas de chuva caíram sobre Ituiutaba na tarde desta quinta-feira, 12, por volta de 16h. O tempo ficou nublado, sendo que alguns internautas informaram a incidência de chuva de granizo em alguns pontos do município, como no Residencial Nova Ituiutaba I, onde uma usuária das redes sociais registrou o momento com fotos. Um vídeo também foi registrado no Bairro Novo Tempo II, no Instituto Federal do Triângulo Mineiro.

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Entenda

“Dentro dessas nuvens, o ar úmido, resultante da evaporação de água da superfície, está sempre se movimentando de cima para baixo, e causam a formação de gotículas de água em baixa temperatura”, explica o professor Hilton Silveira Pinto, do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri), da Unicamp.

À medida que a nuvem sobe na atmosfera, a temperatura fica mais baixa: -0,6 C a cada 100 metros. Assim, essas nuvens normalmente atingem temperaturas abaixo de zero.

Com isso, as gotas de água tendem a congelar na nuvem, e aumentam de tamanho com seu movimento de sobe-desce. Isso faz com que surja a descida sucessiva de novas camadas de água e a junção de pedras de gelo, que caem quando atingem determinado peso.

O tamanho das “pedras” aumenta de acordo com a quantidade de água formada na nuvem, e da maior ou menor atividade de movimentação. De modo geral, as áreas atingidas por granizo não são extensas, variando entre 1 a 10 km2.

“A agricultura é uma das principais vitimas do granizo. Em áreas de fruticultura os danos podem ser muito grandes, como acontece com a uva, maçã e a pêra, quando ocorre o desfolhamento total das plantas com ferimentos severos nos frutos”, explica Silveira.

Em áreas habitadas os danos podem ser grandes também, dependendo do tamanho das pedras, quando são atingidos prédios, veículos ou mesmo pessoas. Há casos raros de pedras com mais de meio quilo.

Segundo o pesquisador do Cepagri, a ocorrência de chuva de granizo é mais freqüente nas regiões tropicais ou sub-tropicais. No Brasil são observadas “chuvas de pedras” mais freqüentes nas áreas montanhosas de São Paulo e de Santa Catarina, onde se cultivam frutas de clima frio. “Não há, no entanto, estatísticas confiáveis sobre o assunto”, alerta Silveira.

Foto: Mário José

Fonte: Pontal em Foco


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