Pais e alunos do Colégio Santo Agostinho, na região Sul de Belo Horizonte, vivem clima de medo, com os recorrentes assaltos a estudantes no trajeto para o colégio.

Tênis, celulares e até mesmo as mochilas são os objetos mais visados pelos assaltantes. Um aluno, que prefere não ser identificado, conta que a situação tem se agravado nos últimos meses. “Estou vendo uma situação que nunca vi nos 11 anos que estudo aqui. Nesse ano, parece que as ocorrências aumentaram muito”, disse. 

A insegurança tem preocupado também os pais dos alunos que temem pela integridade física e psicológica de seus filhos.

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“O meu filho estuda no colégio e ele foi assaltado, na última semana, a mão armada. Existem vários alunos que foram assaltados, muitos ficaram traumatizados”, diz uma mãe de aluno que não quis se identificar.

“As mães ficam com medo de denunciar, mas a gente não pode encarar o assalto como algo natural. Precisamos chamar a atenção das autoridades para o que está acontecendo”, completou a mãe.

A posição do colégio

O colégio já conta com um segurança em cada esquina para auxiliar na proteção dos alunos. Entretanto, a ação não tem sido suficiente para coibir os assaltos.

Isso porque os furtos têm ocorrido, em sua maioria, em alguns quarteirões depois do colégio, longe dos seguranças. 

“Além dos agentes de segurança nas quatro esquinas do quarteirão da escola, temos um setor específico para receber essas demandas, acolhendo os alunos quando acontece. Temos ainda uma aproximação com a 5ª Cia da PM onde todas as ocorrências são passadas”, informou o diretor do Colégio Santo Agostinho, Clóvis de Oliveira.

O diretor da escola completa dizendo que o problema dos assaltos é uma questão de segurança pública.

“Somos responsáveis pela segurança dos alunos dentro da escola. Agora, nas quadras próximas é uma situação de segurança pública. Claro, temos o apoio da PM, mas podemos pedir o reforço do efetivo para trazermos mais segurança não só para a quadra do colégio, mas também para o bairro inteiro”, disse.

Reunião

A Polícia Militar, a Associação de Moradores do Bairro Santo Agostinho, representantes do Colégio e pais de alunos vão se reunir ainda hoje para tentar buscar soluções conjuntas, para garantir a segurança dos estudantes.


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