A  Fundação Getulio Vargas (FGV) informou que reduzirá em mais de 80% o pagamento de algumas pessoas que trabalharam no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2017.

Pelo menos 13 assistentes municipais, de oito cidades mineiras, que participaram da organização da prova não receberam o pagamento pelo serviço prestado entre setembro e novembro do ano passado.

O concurso aconteceu há mais de seis meses e em alguns casos o valor do pagamento será reduzido de R$ 2.800,00 para R$ 435,00.

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“Nós vamos para a Justiça. Nunca imaginei que a Fundação Getúlio Vargas iria fazer isso. Estou indignada com a forma que estão tratando os colaboradores”, disse uma pessoa que participou do evento, mas que pediu para ter a identidade preservada.

Segundo o relato, algumas pessoas tiveram que tirar dinheiro do próprio bolso para comprar itens utilizados no evento, como baterias para detectores de metal, e não foram reembolsadas.

A reportagem de O TEMPO teve acesso a um e-mail em que a FGV informa que o pagamento está programado para o próximo dia 20 de abril.

Em nota, porém, a instituição informou “que todos os pagamentos dos colaboradores do Enem já foram efetuados”. Questionada pela reportagem sobre o motivo pelo qual os valores foram reduzidos, a FGV não se manifestou.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo Enem, também foi procurado, mas não respondeu os pedidos de posicionamento até a publicação desta matéria.

Alteração

No e-mail enviado aos colaboradores, a FGV não dá explicações sobre a redução de mais de 80% do valor pago aos assistentes que trabalharam na aplicação da prova. Pelo documento, a instituição limita-se a dizer “que esse valor foi recalculado pelo setor responsável”.

Enem

Um consórcio formado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), Cesgranrio e Vunesp foi responsável pela aplicação e correção das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2017.


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