Policial que matou mulher e sequestrou filha pode estar no Nordeste do Brasil

Os Serviços de Inteligência das polícias Militar e Civil suspeitam que o policial militar que matou a ex-companheira e fugiu sequestrando a filha de 4 anos possa estar no Nordeste do Brasil.  O caso ocorreu na noite do último sábado (14), em Santos Dumont, na Zona da Mata. 

De acordo com um policial militar que conversou com a reportagem de O TEMPO,  chegaram informações preliminares de que ele poderia estar em alguma cidade dessa região do país, no entanto não há ainda informações precisas do local.

A polícia de todo o Brasil já está informada que o policial Gilberto Novaes pode estar em qualquer cidade do país. Rastreamentos estão sendo feitos para tentar encontrá-lo. Desde essa segunda  (16), uma força-tarefa foi montada pelas polícias para tentar encontrar o suspeito.

A Polícia Civil informou nesta segunda-feira que Sthefania Ferreira, 29, tinha uma medida protetiva contra o ex-companheiro, o policial militar Gilberto Novaes, 35, que a matou na noite do último sábado em Santos Dumont, na Zona da Mata. Segundo familiares da vítima, a mulher havia conquistado a medida há dois meses, no entanto, mesmo após esse período Sthefania havia registrado Boletins de Ocorrência (BOs) contra o policial.

 

Procurada, a Polícia Militar confirmou que havia vários BOs da vítima, mas não soube informar desde quando são os registros.

O caso

De acordo com a PM, Gilberto Novaes, de 35 anos, chegou armado na casa da vítima, Sthefania Ferreira, de 29, e disparou várias vezes contra ela. Logo depois, pegou a criança e saiu em um Pálio de cor cinza. Ele estava afastado de suas funções há cerca de três meses por conta de problemas psicológicos.

De acordo com o boletim de ocorrência, Sthefania estava em casa, no Bairro Córrego de Ouro, com o namorado quando o militar chegou. O casal havia pedido comida e, quando o motoboy chegou para fazer a entrega, o namorado da vítima desceu. Ele contou à polícia que nesse momento Gilberto aproveitou a ocasião e saiu do carro com a arma da mão.

O namorado da vítima tentou impedir, mas o militar afastado subiu as escadas da casa, encontrou Sthefania e disparou várias vezes. O namorado contou à polícia que se escondeu atrás de um poste ao ouvir os disparos.

Uma vizinha, de 56 anos, também ouviu os tiros e foi até o local. Ela contou que viu o momento em que Gilberto fugiu levando a criança no colo. Segundo ela, todos na região sabiam das ameaças que o policial vinha fazendo à vítima.

A vizinha e o namorado subiram as escadas e encontraram Sthefania agonizando na sala. Eles tentaram chamar o Serviço de Atendimento Móvel (Samu), mas quando os socorristas chegaram a mulher já estava morta. A polícia também esteve no local e recolheu o celular da vítima, que será usado na investigação do caso.

O militar é lotado no 29º BPM, em Poços de Caldas, mas trabalhava na cidade vizinha de Campestre. A polícia fez contato com a Polícia Rodoviária Federal, postos de pedágio e batalhões das cidades de Barbacena e Juiz de Fora em busca do foragido.

Carro emprestado

O Pálio de cor cinza usado no crime não era de Gilberto. De acordo com a PM, o militar afastado pediu o veículo emprestado a um amigo, dizendo que iria encontrar com a namorada. Ele contou aos policiais que estanhou o pedido, já que Gilberto tem um Honda City preto que foi deixado em contrapartida na casa do amigo.

 

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