Quando retornava de uma manifestação na BR-464, a viatura em que estava a sargento Gisele Bertucci do Batalhão de Polícia Militar Rodoviária (BPMRV), recebeu um chamado. Era o posto um da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em frente à Cidade Administrativa, avisando que uma mulher, de 22 anos, grávida de 39 semanas, estava em trabalho de parto dentro do carro, estacionado na marginal da MG-010.

Formada em fisioterapia e responsável pela disciplina “Atendimento Pré Hospitalar” no curso de treinamento da Polícia Militar há sete anos, a sargento foi até o local, onde encontrou o pai e o irmão da futura mãe, Helen Vieira, que estava prestes a dar a luz.

Apesar de instrutora, Gisele nunca havia realizado um parto de verdade. Respirou fundo, colocou em prática os ensinamentos que tanto mostrou em sala de aula e depois de sete minutos, ela, o tenente Fúlvio e o soldado Peixoto seguravam nos braços a menina, que foi chamada de Eloá.

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Segundo a sargento, o cordão umbilical foi amarrado com fio dental. “Nós tínhamos uma tesoura, que foi esterilizada com álcool”, explicou.

O dia de trabalho de Gisele já havia se tornado deveras portentoso, mas esse não seria o único parto do dia para a sargento. Cerca de duas horas depois, quando ela estava a caminho da sede da Polícia Militar, uma outra situação atípica ocorreu.

“Um senhor viu a gente e veio correndo pedindo socorro. Havia uma mulher em trabalho de parto dentro do ônibus”, relatou a sargento. O homem era motorista do veículo e tinha estacionado em frente ao hospital Risoleta Neves.

Gisele começou o trabalho de parto na futura mãe, também de 39 semanas, mas não precisou terminar o procedimento. “A criança teve paciência e deu tempo de chegar até o hospital”, brincou.

A sargento descreveu as situações vividas como um momento muito especial. “Foi realmente emocionante”, declarou.


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