O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), determinou abertura de uma sindicância para apurar se soldados da Polícia Militar agiram com excesso contra manifestações de professores da rede municipal de ensino nesta segunda-feira (23). 

Para conter os manifestantes na avenida Afonso Pena, os políciais usaram bombas de gás lacrimogênio e jatos d´água contra professores.

De acordo com a assessoria de imprensa de Pimentel, o governador convocou a cúpula da PM para se informar da ação. 

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O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PHS), afirmou na tarde desta segunda em entrevista coletiva que o fechamento da avenida Afonso Pena na manifestação dos professores da educação infantil foi um ato político do sindicato, que contraria as intenções da categoria. Kali declarou que não ordenou a ação da Polícia Militar (PM), mas confia na corporação. 

Os professores das Unidades de Educação Infantil (Umeis) iniciaram uma greve nesta segunda-feira. Eles realizaram um protesto no centro para pedir igualdade salarial com os educadores do ensino fundamental. No início da tarde, o Batalhão de Choque da PM interveio na manifestação, usando bombas e jatos d’água. 

Kalil afirmou que o protesto é legítimo e democrático, mas voltou a ressaltar que não vai aceitar o fechamento de vias na cidade. Segundo ele, o ato prejudicou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). “Não podemos permitir isso”, disse o prefeito. 

A secretária municipal de Educação, Ângela Dalben, afirmou que a prefeitura vem trabalhando em uma pauta de valorização dos professores de educação infantil desde o ano passado. Segundo ela, o Projeto de Lei 442 que tramita na Câmara Municipal já prevê o reajuste salarial dos profissionais com ensino superior, mas o município não consegue aumentar o pagamento ao mesmo nível dos educadores de ensino fundamental. 

Conforme a prefeitura, 27 Umeis ficaram totalmente paralisadas nesta segunda-feira. As demais funcionaram parcialmente.


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