A greve dos educadores da rede particular de ensino começou nesta quarta-feira (25) com um “aulão” em praça pública para explicar à população os motivos do movimento. De acordo com o Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (Sinpro-MG), cerca de 600 profissionais (10% da categoria) cruzaram os braços nesse primeiro dia, em 12 escolas e universidades de Belo Horizonte. Ao menos 8.000 alunos teriam ficado sem aula.

A expectativa da entidade é que a paralisação dobre de tamanho nesta quinta (26), quando haverá uma audiência de conciliação entre profissionais e patrões, que vai definir os rumos do movimento. Já o Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinep-MG) minimizou a mobilização ao considerar que não houve adesão suficiente para caracterizar uma greve geral.

Entre as 12 instituições que ficaram sem aula nesta quarta-feira, segundo o Sinpro, estão os colégios Padre Eustáquio e Nossa Senhora das Dores e as faculdades Una, Uni e Fumec. Segundo a presidente do Sinpro, Valéria Morato, essas unidades são as mais representativas entre cerca de 900 escolas e universidades privadas da capital. “O movimento atingiu as maiores. Só a Una tem cerca de 3.000 estudantes”, disse ela, que espera alcançar mais 13 escolas nesta quinta.

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Reivindicação. O principal motivo da paralisação são as mudanças propostas pelo Sinep na convenção coletiva da categoria, como o fim da concessão de bolsas de estudo para os filhos dos docentes e do adicional por tempo de trabalho, além da extinção dos intervalos de 15 minutos após a conclusão de três horas-aula. A categoria também cobra aumento salarial de 4,75%, enquanto o sindicato das empresas oferece 1%.

“As escolas aumentam as mensalidades por ano em 10% ou 12% e querem repassar 1% para os trabalhadores, que não têm ganho real há anos”, declarou a diretora do Sinpro, Marilda Silva. “O sindicato patronal quer retirar 10% do nosso adicional extraclasse. Ao todo, são 17 mudanças contra os professores. Há muitos anos lutamos para preservar nossos direitos, não podemos aceitar”, afirmou o professor aposentado Carlos Magno Machado.


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