O ministro da Saúde, Gilberto Magalhães Occhi esteve na Santa Casa BH, no bairro Santa Efigênia, região centro-sul de Belo Horizonte, na manhã de hoje (27) para conhecer e inaugurar 10 novos leitos do Centro de Transplantes do Hospital. 

A Unidade passou por reforma e agora passa a contar com 39 leitos para transplante de órgãos e medula óssea. Com a ampliação, a expectativa é de que haja um aumento de 33% no número de internações. 

Durante a visita, o ministro falou sobre pontos fundamentais para o funcionamento das Santas Casas do país. Dentre esses ele destacou a importância de uma linha de crédito com baixa taxa de juros para a Instituição.

De acordo com o ministro, o trabalho do Ministério da Saúde para valorização das Santas Casas visa duas frentes. A primeira é regulamentação de uma Lei de institui o Pró Santa Casa. Trata-se de uma linha de crédito que tem um valor estimado em R$ 2 bilhões por ano, nos três primeiros anos e um valor superior a esse nos próximos anos. Nele temos uma taxa de juros de 0,5% ao ano, a possibilidade de carência de 2 anos um fluxo de pagamento em até 15 anos.

Hoje, a dívida das Santas Casas no geral, beiram cerca de R$ 4 bilhões. Isso com juros médios de aproximadamente ao ano. Com a regulamentação, teríamos, com certeza, um alivio para as Santas Casas”, explicou o ministro.

Outra frente de trabalho destacada pelo Ministro é a de encontrar alternativas para financiar e custear as Santas Casas. “Estamos criando essas alternativas e vamos levar à casa civil da presidência da república. Esse custeio pode vir a caderneta de poupança, do FGTS, ou de qualquer outra fonte que seja mais barata. Porque estamos falando de saúde e de vidas, que é o que as Santas Casas fazem”, pontuou.

O ministro também anunciou, para o próximo dia 8 de maio, uma vistoria na Santa Casa da capital mineira, a fim de verificar a possibilidade de atendimento à solicitação do hospital de poder realizar transplantesde coração e osso.

Transplantes

De acordo com o diretor de assistência à saúde da Santa Casa, Guilherme Riccio, a necessidade de aumentar os leitos vem de promover mais atendimentos e ainda inciar um projeto ainda maior. “A grandiosidade desse aumento vem de, além de aumentamos o número de atendimentos, iniciarmos um projeto que Minas Gerais não tem: o transplante de medula óssea em criança. Por coincidência, hoje, aqui no hospital, será feito o primeiro transplante pediátrico em uma criança de oito anos”, afirmou. 

De 2016 até o momento, foram realizados na Santa Casa de Belo Horizonte, 132 transplantes de medula óssea, 31 de fígado, 154 de rim, e 236 de córnea.


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