Os professores da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas) aderiram a greve dos educadores da rede particular de ensino que começou na quarta-feira (25) .

A decisão foi tomada nessa quinta-feira (26) durante assembleia realizada no campus da universidade.

Em nota, a reitoria da PUC Minas informou que todas as atividades acadêmicas na universidade prosseguem dentro da normalidade.

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A instituição declarou também que acompanha com atenção o processo de negociação que estabelece as condições de trabalho para os docentes da rede particular de ensino.

Segundo a universidade, existe um Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) assinado entre a PUC Minas e o Sindicato dos Professores com vigência até 31 de Julho de 2018.

O Diretório Central dos Estudantes (DCE) da PUC Minas declarou apoio a greve dos educadores.

“Há tempos denunciamos a precarização em todo o setor privado, em especial na nossa Universidade que teve reajuste anual de 5,50% em detrimento de diversas ações que diminuem e fragilizam a qualidade do nosso ensino”, diz a nota publicada no Facebook.

Reivindicação

O principal motivo da paralisação são as mudanças propostas pelo Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinep) na convenção coletiva da categoria, como o fim da concessão de bolsas de estudo para os filhos dos docentes e do adicional por tempo de trabalho, além da extinção dos intervalos de 15 minutos após a conclusão de três horas-aula.

A categoria também cobra aumento salarial de 4,75%, enquanto o sindicato das empresas oferece 1%.

“As escolas aumentam as mensalidades por ano em 10% ou 12% e querem repassar 1% para os trabalhadores, que não têm ganho real há anos”, declarou a diretora do Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (Sinpro-MG), Marilda Silva.

“O sindicato patronal quer retirar 10% do nosso adicional extraclasse. Ao todo, são 17 mudanças contra os professores. Há muitos anos lutamos para preservar nossos direitos, não podemos aceitar”, afirmou o professor aposentado Carlos Magno Machado.


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