A morte de um professor de catecismo em Governador Valadares, na região do Vale do Rio Doce, deixou moradores assustados com nível da violência.

Isso porque a principal linha de investigação é a de que o jovem de 25 anos foi morto por engano. O alvo seria o primo dele.

O caso aconteceu no domingo (29) e foi filmado por moradores de um prédio na avenida Vereador Fernandes. Guilherme Santos Assis, de 25 anos, foi atingido por seis tiros. No vídeo compartilhado nas redes sociais dá para ouvir cinco disparos.

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Guilherme estava no local para encontrar o primo. Pouco tempo depois, um jovem desceu de um carro prata e atirou na direção deles. Guilherme foi atingido por todos os disparos. O primo dele conseguiu fugir ileso.

O assassino tentou ir atrás do primo de Guilherme, mas desistiu. Antes de fugir, no entanto, ele atirou mais uma vez em Guilherme, que já estava morto. O autor dos disparos deixou a avenida e correu para fugir. Comparsas no carro prata aguardavam do outro lado de uma praça.

Até o momento, a polícia conseguiu prender três suspeitos de participação no crime. Para chegar aos supostos do crime, a polícia analisou imagens de câmera de segurança e também vídeos feitos por moradores.

Um dos presos teria dito que Guilherme foi morto por engano. O primo de Guilherme pode ter participação em uma gangue na cidade. O autor dos disparos seria de um bando rival.

O primo de Guilherme disse em depoimento que percebeu o momento em que o atirador desceu do carro. Quando o assassino começou a atirar, ele correu e não conseguiu dar mais detalhes sobre o caso.

Defesa 

Diversas pessoas saíram em defesa de Guilherme pelas redes sociais. De acordo com uma funcionária da Paróquia Santa Rosa de Lima, que não quis se identificar, Guilherme trabalhava no local há cinco anos.

A vítima também estudava Engenharia de Produção no Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG). Segundo amigos e conhecidos, Guilherme era uma pessoa tranquila, que gostava de frequentar igrejas para evangelizar. Ele era devoto de Nossa Senhora Aparecida.

Ao mesmo tempo que demonstraram tristeza com a morte de Guilherme, amigos também cobravam mais segurança.

“Meu Deus, como está difícil esse mundo, estamos vendo as pessoas de bem indo embora de uma forma tão brutal, muito triste”, disse uma mulher.

“Que tristeza, meu Deus. Tem explicação uma barbaridade dessas? Brasil necessita de pena de morte”, comentou outro conhecido de Guilherme.

“Era trabalhador e de igreja, tranquilo não tinha envolvimento com nada errado”, afirmou outro rapaz em comentário em rede social.


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