Os professores da rede particular de ensino de Minas Gerais decidiram na noite destaquarta-feira, em assembleia, permanecer em greve até esta sexta-feira (2).  

Em ato realizado durante a manhã, a categoria pressionava para que não fosse aceita a contra-proposta apresentada pelo sindicato das escolas particulares. À noite, por unanimidade, os professores decidiram recusar a oferta.

Os profissionais exigem o cumprimento de três reivindicações: a obrigatoriedade de homologação de demissão no sindicato para profissionais com pelo menos um ano de contratação, aumento de 3% mais o INPC e a manutenção do acordo de classe por dois anos. Segundo os professores, houve avanços na negociação durante a mediação na Justiça do Trabalho.

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O Sinep-MG recuou e garantiu as bolsas de estudo, o adicional por tempo de serviço, o adicional extraclasse, o intervalo entre as aulas, como prevê a convenção atual, e a não punição aos profissionais que estiverem participando da greve.

No entanto, conforme a categoria, as escolas insistem em alterar dez cláusulas. Entre elas, está a redução da multa a ser paga por escolas em caso de descumprimento do acordo e a mudança no período de férias.

“Está perigoso mexer nesses itens. Continuamos em greve por nenhum direito a menos”, disse a presidente do Sinpro, Valéria Morato. A categoria pede aumento salarial real de 3%, além do reajuste do INPC de 1,57%, proposto pelo Sinep. A categoria volta a se reunir em assembleia na sexta-feira à tarde para decidir se dá continuidade ao movimento grevista. 


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