Ramos está em seu segundo mandato. Ele foi eleito em 2016 com 358 votos | Foto: Reprodução/Facebook

A Polícia Civil está a procura do vice-presidente da Câmara Municipal de Peçanha, na região do Rio Doce, Sincero Ramos de Moraes, de 38 anos, suspeito de assassinar a ex-esposa, Aline Aparecida de Souza, de 33 anos e o pai dela, Afonso Vilela de Souza, de 62, na frente da filha do casal de apenas um ano, na noite desse domingo (6).

De acordo com a Polícia Militar, Moraes teria ido à residência da família por volta das 18h30 para ver a filha. Diante da negativa da avó da criança, ele forçou a entrada na casa e pegou a a filha no colo.  Em seguida, ele iniciou uma discussão com Afonso, na sala da casa. Logo após, o avô da criança foi até o quarto. Ao retornar, Ramos largou a filha no chão, sacou uma arma e fez disparos contra Afonso.

Ainda de acordo com a corporação, ao ouvir os tiros, Aline correu para socorrer o pai. Nesse momento, o vereador teria dito a ela: “quer morrer também?”, e fez novos disparos, dessa vez contra Aline.

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O prefeito da cidade, Eustáquio de Carvalho, que também é médico, foi chamado, mas encontrou as vítimas já sem vida. A PM informou que o vereador fugiu em um Fiat Palio com placa de Belo Horizonte. De acordo com a delegada Fernanda Dourado, de Governador Valadares, a suspeita é que Sincero Moraes tenha fugido em direção a Frei Lagonegro e Nacip Raydan, cidades da região. Antes da fuga, ele teria dito à mãe de Aline que voltaria para matar o resto da família.

Ainda segundo a corporação, no local do crime foram encontrados cartuchos deflagrados, dois projéteis de arma calibre 38, além de uma faca. Foram encontradas também manchas e poças de sangue no local. Familiares disseram à polícia que Aline já tinha sofrido ameaças do ex-marido, entretanto nunca teria procurado a corporação, por de que ele fizesse algo contra ela e a filha.

Câmara Municipal

O presidente da Câmara Municipal de Peçanha, José Wilson Santos, informou que vai esperar a notificação oficial sobre o caso para que a casa tome providências. “Estamos muito tristes com a situação. Entretanto, precisamos esperar que a casa seja notificada sobre o caso. A partir daí, poderemos montar uma comissão para analisar o caso. Após isso, poderemos votar pela cassação ou não do vereador”, explicou.

Ramos está em seu segundo mandato. Ele foi eleito em 2016 com 358 votos.

 

Fonte: O Tempo


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