A Polícia Federal prendeu quatro pessoas e ainda procura por uma mulher durante uma operação de combate ao tráfico de drogas. A organização criminosa era especializada no transporte de “skunk”, maconha com alto teor de THC – que é o principal componente ativo da droga. De acordo com as investigações, o grupo usava vários aeroportos do país na rota do tráfico, entre eles o Aeroporto Internacional de Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

As investigações começaram no dia 16 de março, quando um casal foi preso no aeroporto de Porto Velho, em Rondônia, tentando embarcar com 20 quilos da droga para o Rio de Janeiro. A dupla foi interrogada e admitiu fazer parte de uma quadrilha que agia em vários aeroportos brasileiros. A polícia descobriu que uma dessas ações aconteceu em Confins.

A corporação chegou até uma mulher que seguia de Minas para João Pessoa, na Paraíba. Ela estava hospedada perto do aeroporto na Grande BH porque havia perdido uma das conexões de seu voo. Por causa disso, a bagagem dela foi extraviada, mas a mulher admitiu que havia sido paga para transportar a mala, negando saber qual o conteúdo transportado.

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No dia seguinte, a mala contendo 10 quilos de maconha foi encontrada e entregue pela empresa aérea à Polícia Federal em BH. No entanto, a mulher já não estava mais em Minas e não foi localizada. As investigações mostraram que ela realmente foi aliciada pela dupla presa anteriormente em Porto Velho.

A Polícia Federal ainda chegou a dois homens em Manaus, no Amazonas, que são suspeitos de liderar a quadrilha. Eles foram detidos durante o cumprimento de mandados de prisão preventivos expedidos pela Justiça de Rondônia.

Os investigados foram indiciados pela prática dos crimes de tráfico interestadual de drogas, associação para o tráfico de drogas e organização criminosa, que são passíveis de penas de reclusão de três a 20 anos.


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