Os professores das Unidades Municipais de Educação (Umeis) decidiram nesta quarta-feira, dia em que a greve completa um mês, que vão continuar de braços cruzados. Os educadores participaram de uma reunião com vereadores e com a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), na Câmara Municipal, mas, segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-Rede), não houve acordo.

“Havia uma expectativa enorme de que fossem retomados os processos de negociação, mas foi apenas apresentação de dados por parte da Prefeitrua. Eles não abriram negociação”, disse Wanderson Rocha, diretor do sindicato.

Em forma de protesto, representantes da categoria resolveram montar um acampamento em frente à PBH. “Estamos lá desde as 18h. É uma forma de tentar sensibilizar o prefeito para que haja negociação”, disse o diretor.

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Os trabalhadores reivindicam reajuste de 6,81% do piso nacional da educação. Além disso, reclamam de perdas salariais desde 1996, com plano de carreira da educação, que, segundo a categoria, somam 27,5%. Os professores das Umeis pedem também uma readequação do plano de carreira.

De acordo com o Sind-Rede, um professor do ensino básico recebe R$ 1.451,00 mensais por 22,5 horas semanais de trabalho. Já os professores do ensino fundamental têm rendimentos de R$ 2.200,00 por mês pela mesma carga horária.


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