Produtores e cooperativas que distribuem leite em todo Brasil sofrem com os prejuízos causados pela greve dos caminhoneiros. Como o produto não consegue ser transportado, ele fica retido nas empresas e nas fazendas de Minas Gerais. Milhares de litros de leite estão sendo descartados, porque o produto estraga em poucos dias e fica inutilizável.

Cooperativas da região do Alto Paranaíba, em Minas Gerais, estão sendo muito prejudicadas com a ausência de caminhões para o transporte do leite. A região é uma das maiores produtoras de leite do Brasil. A Cooperativa Agropecuária de Patrocínio (Coopa) informou que a greve dos caminhoneiros está prejudicando muito os negócios da empresa. “Prejuízo incalculável”, disseram. 

Já a Cooperativa Agropecuária de Pompéu (Coopel) disse que já começou a descartar o leite. De acordo com a empresa, a distribuição em dias normais é de aproximadamente 300 mil litros de leite para fábricas como Itambé, Embaré, Nestlé e Perdigão, mas com a greve dos caminhoneiros esse número caiu. Também não foi informado a quantidade de leite que foi jogado fora, nem o tamanho do prejuízo causado.

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Eugênio Antônio da Costa, que produz leite em Abaeté, na região Central de Minas, conseguiu fazer uma estimativa de quanto perdeu com a falta de transporte do seu produto. “Desde essa paralisação, já tive um prejuízo de aproximadamente R$ 50 mil. A situação está muito difícil”, afirmou. 

Costa vende leite para a Cooperativa dos Produtores Rurais de Abaeté (Cooperabaete). Segundo Tainan Ferreira, supervisor de captação do produto da cooperativa, as consequências da greve causam preju “Não captamos um litro de leite desde ontem (23). É um prejuízo incalculável”, conta.

Tainan Ferreira, supervisor de captação de leite da Cooperativa dos Produtores Rurais de Abaeté (Cooperabaete) disse que a empresa está com as operações paradas. 

“Os produtores precisam ordenhar as vacas, mas nós não conseguimos captar o leite. Não estamos conseguindo levar o leite para a Itambé”, disse. 

Entenda

Caminhoneiros de todo Brasil estão paralisados desde segunda-feira (21) em protesto contra o aumento do preço do diesel. A greve prejudica vários setores da economia, com destaque para o alimentício e transportes. Milhares de postos estão com falta de combustíveis. Apenas em Minas Gerais, 60% das revendedoras estão sem combustíveis, segundo informou a Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo do Estado de Minas Gerais (Minas Petro) .


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