Os metroviários de Belo Horizonte decidiram cruzar os braços a partir da próxima terça-feira (29) por tempo indeterminado. A decisão foi tomada em assembleia ontem, na Praça da Estação, no centro da capital. Durante a paralisação, o serviço deverá funcionar em escala mínima pela manhã e ser suspenso no restante do dia. Hoje, haverá uma reunião de mediação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) para definir os rumos do movimento. 

A categoria reivindica reajuste salarial, o que, segundo o Sindicato dos Metroviários de Minas Gerais (Sindimetro-MG), não acontece nos últimos dois anos. Por dia, 210 mil usuários utilizam o serviço na região metropolitana. 

A greve é anunciada no momento em que quase metade da frota de ônibus da capital também está parada por falta de combustível, em decorrência da greve dos caminhoneiros. “É uma luta de direitos da categoria, nada tem a ver com a questão dos caminhoneiros. É uma forma de pressionar e resolver essa situação que vem se arrastando. Não recebemos nenhuma proposta até então”, afirmou Robson Zeferino, diretor jurídico do Sindimetro. Segundo ele, a categoria cobra também a manutenção do acordo coletivo, além do julgamento do dissídio de 2017 com a cobrança dos retroativos. 

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Aumento. No início do mês, a CBTU anunciou um aumento de 88,8% no preço da tarifa do metrô, que passaria de R$ 1,80 para R$ 3,40, o que causou indignação e motivou vários protestos na capital. O reajuste começou a valer em 11 de maio, mas na mesma data a Justiça deferiu o pedido de liminar feito pelo deputado federal Fábio Ramalho (MDB) e suspendeu a medida. 

Três dias depois, a CBTU foi notificada e o bilhete voltou a custar R$ 1,80. A companhia recorreu da decisão e o caso, agora, será analisado pela Justiça Federal. A tarifa do metrô não era reajustada desde 2006.

Procurada na noite de ontem, a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) informou que ainda não havia sido notificada sobre a paralisação da categoria.


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