Uberlândia já sente os reflexos da greve dos caminhoneiros que segue pelo quarto dia consecutivo. As rodovias de acesso à cidade tem pontos de paralisação completamente bloqueados. Mas os caminhoneiros informaram que os veículos que prestam serviços à Prefeitura Municipal, Corpo de Bombeiros e Polícia Militar estão passando livremente. Os demais param nos bloqueios.

Com relação aos combustíveis, pelo menos sete postos já registram a falta de gasolina e etanol, ou seja, já ocorre o desabastecimento do estoque em postos do Centro e nos Bairros Martins, Roosevelt, Jardim Brasília e Jaraguá. Proprietários de pelo menos outros 3 locais informaram por telefone que o combustível pode acabar até amanhã, 25.

O preço da gasolina varia de R$ 4.89 a R$ 4.99; etanol pode ser encontrado com valores entre R$ 2,89 e R$ 2,99; e o diesel varia de R$ 3,99 a R$ 4,09.

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Manifestações também começaram na sede da Petrobrás, no Bairro Morada Nova. Caminhões de combustíveis,  ficaram parados no local. Dezenas de motoristas de aplicativos se juntaram aos caminhoneiros na porta das distribuidoras de combustíveis.

E está prevista para hoje, às 17h, uma paralisação total dos motoristas de aplicativos na Avenida Rondon Pacheco, próximo ao Teatro Municipal.

Os reflexos também já começam a atingir os supermercados. Os consumidores já sentem o aumento dos preços de alguns alimentos.

A BRF por exemplo, que fornece carne de aves e suína, informou que já não está mais fazendo o abate dos animais devido à falta do recebimento de matéria-prima, insumos e animais para abate, além da falta de caminhões para escoar produção acabada.

Os caminhoneiros que seguem paralisados pedem a ajuda da população com água e alimentação, mesmo porque não há previsão para encerrar a greve.

Araguari

Na cidade vizinha, Araguari, as rodovias também seguem bloqueadas. Postos de combustíveis informaram que os estoques foram zerados. Lojas de materiais de construção informam a falta de materiais e principalmente cimento.


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