O acordo firmado entre o Governo Federal e representantes dos caminhoneiros na noite dessa quinta-feira (24) em Brasília, garantiu a redução no preço do diesel e maior prazo para os reajuste, mas a greve continua.

“O setor de transporte público por ônibus urbano ainda enfrenta dificuldades para normalizar o serviço diante do desabastecimento do óleo diesel”, diz a nota enviada pela Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), que participou da reunião na Casa Civil.

Segundo eles, “a expectativa é de que em 48 horas a situação do abastecimento do combustível se normalize”, mas que será necessário empenho das autoridades nos estados e municípios.

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Ônibus

Assim como os caminhoneiros, o setor de transporte público por ônibus urbano também vem sofrendo com a política de preços da Petrobras e considera um avanço a redução de 10% no preço do diesel na refinaria, que neutraliza os reajustes no preço desse combustível nos últimos 45 dias, bem como a periodicidade maior, de 30 dias, para as correções de preços, que permitem um mínimo de previsibilidade para as empresas operarem.

“A NTU continuará trabalhando pela busca de um preço diferenciado do óleo diesel para o transporte público por ônibus”, afirma o presidente executivo da Associação, Otávio Cunha.

Segundo ele, o preço do diesel sempre esteve acima do preço da gasolina. “Nosso levantamento recente mostra que de 1999 a 2018 o diesel aumentou 193,07% a mais que a gasolina e 248,8% acima do IPCA (inflação). Isso é incompreensível no país em que a economia está voltada para o transporte rodoviário de cargas e passageiros”, declarou.


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