O governo de Minas Gerais instituiu um gabinete de crise devido à greve dos caminhoneiros que começou nesta semana. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (25) durante uma coletiva da Polícia Militar e a Defesa Civil Estadual.

O gabinete foi montado nessa quinta-feira (24) e entre as providências tomadas está a escolta da polícia para caminhões que levem combustíveis para abastecimentos de viaturas e ambulâncias, por exemplo, carga viva, medicamentos, alimentos para creches e hospitais.

“Temos uma central que já está fazendo o acompanhamento de produtos que são essenciais para nossa sociedade. É importante falar que a Polícia Militar não é contrário a nenhum movimento”, explicou o chefe da sala de imprensa da corporação, major Flávio Santiago.

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Ainda segundo o policial,  não há nenhum prejuízo para a segurança pública em relação ao abastecimento de viaturas. Além disso, todo o efetivo está de prontidão para atuar e garantir que não ocorram problemas. Empresas devem entrar em contato com o gabinete de crise para o translado das cargas necessárias. 

Pela Defesa Civil Estadual, o coordenador adjunto de defesa civil do Estado, tenente-coronel Rodrigo de Faria, afirmou que respeita a manifestação, mas pediu sensibilidade para algumas situações.

“Precisamos que nas estradas sejam liberadas as passagens com cargas vivas, remédios e rações para animais Temos no Estado 48 milhões de aves, e esses animais já não têm alimentação há quase 72 horas. Isso vai provocar uma morte impactante e gera problema sanitário que vai atingir a população por meio de doenças”, explicou. 

A Defesa Civil, a partir desta tarde, também vai distribuir adesivos com a logomarca do órgão para caminhões com itens prioritários.

“Alguns caminhões ainda não vão ter essa logo porque estão nas estradas. Essa distribuição vai ocorrer com o apoio da polícia e dos bombeiros dentro de dinâmicas que vamos definir. Defesa Civil somos todos nós. Respeitamos o movimento, mas pedimos a compreensão de todos para o momento que estamos vivemos. Queremos guardar vidas humanas”, finalizou.


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