A paralisação de caminhoneiros chega ao 5º dia e já começa a abalar todos os setores que dependem do transporte de insumos – inclusive o de saúde. Em todo Estado, as cirurgias seletivas foram suspensas, a prioridade segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES) são os atendimentos de urgência e emergência.

Em Araguari, no Triângulo Mineiro, foi registrado falta de antirretroviral usado no tratamento de doenças causadas por retrovírus como AIDS, hepatite C e gripe.  Diante do quadro, a SES solicitou um pedido emergencial para que o município não fique desabastecido. Ainda segundo o órgão, não foi registrada falta dos demais medicamentos no Estado.

O Hospital Albert Sabin, em Juiz de Fora, na Zona da Mata, anunciou que as cirurgias eletivas estão suspensas. O hospital realiza, em média, quinze operações deste tipo por dia. Os casos de urgência e emergência continuam sendo atendidos normalmente. 

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Já em Pirapora, no Norte de Minas, a Prefeitura divulgou nota informando que o transporte de pacientes para cidades como Montes Claros e Belo Horizonte foi interrompido a partir desta sexta.

Em nota, a Secretaria de Saúde disse que o serviço será suspenso temporariamente devido à “falta de combustíveis no posto do município”.

Na região Oeste do Estado, Em Divinópolis, a prefeitura confirmou o empréstimo de mil litros de óleo diesel ao consórcio CIS-URG Oeste, que administra o Samu na região para garantir o funcionamento do serviço por uma semana.

Também neste prazo, segundo o município, está garantido o estoque de combustíveis da própria Secretária Municipal de Sáude (Semusa). Porém, na saúde, de acordo com a autarquia, há outra preocupação: a garantia do deslocamento dos veículos que transportam pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) com atendimento agendando em outros municípios. “O monitoramento tenta evitar que fiquem parados nos bloqueios”, informou em nota.  
 


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