Mesmo com o acordo de suspensão da greve por 15 dias, os caminhoneiros continuam protestando nas rodovias brasileiras. Em Minas, segundo o último balanço da PRF, há ainda 64 bloqueios em 10 rodovias federais.

Nessa quinta-feira, o ministro da Casa Civil Eliseu Padilha anunciou que nove das 11 entidades presentes no encontro aceitaram a proposta do Executivo, que prevê prazo de 30 dias para reajustes no preço do diesel. Esta era uma das principais demandas dos caminhoneiros, que queriam mais previsibilidade nos reajustes.

No entanto, alguns motoristas não concordam com o que foi acordado e ainda não há movimentação para sair dos bloqueios. Na BR-381, em frente à Refinaria Gabriel Passos (Regap), motoristas não pretendem se deslocar tão cedo.

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“Não vamos sair daqui. O que governo propôs não atende as nossas necessidades. Enquanto não os impostos não forem retirados não tem caminhou rodando” sentenciou o caminhoneiro Carlos Almeida, de 47 anos, que desde segunda está parado às margens da BR-381.

“O que houve ontem foi um contrato de gaveta, não altera nada. Enquanto não houver proposta que atenda a necessidade do país, nós vamos continuar”, disse o caminhoneiro identificado como Marcos.

Nesta manhã, um caminhoneiro tentou passar pelo bloqueio em frente à Regap, mas foi impedido pelos manifestantes.

Em Belo Horizonte, por causa da falta de combustível, os ônibus circulam nesta sexta com horários de domingo. O prefeito Alexandre Kalil e o governador Fernando Pimentel decretaram ponto facultativo por causa da greve

Escolas, museus, limpeza urbana e BH Resolve, por exemplo, não funcionarão nesta sexta. Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Samu continuam os trabalhos normalmente.

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