Nem todos os caminhoneiros se sentiram representados pelo acordo de suspensão da greve firmado com o governo na noite dessa quinta-feira. De acordo com o presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Carga de Minas Gerais (Sindtac-MG) e da Federação dos Caminhoneiros Autônomos de Cargas e Bens do Estado de Minas Gerais (Fetac-MG), o governo “pediu trégua” para uma situação que já vem sendo acompanhada há anos e os protestos devem continuar.

“Nós não concordamos, a proposta que o governo fez não é uma proposta. Isso que foi oferecido como benefício já foi proposta de anos e anos atrás”, disse Antônio Reis, que faz frente à federação que representa dez sindicatos de caminhoneiros em Minas.

Ele conta que o Sindtac-MG e a Fetac-MG estavam na reunião, mas os representantes não participaram da reunião. “Não conseguimos entrar, estava muito cheio”, conta.

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Ele avalia que os manifestantes estão certos em continuar com os protestos e diz entender que o movimento não concorde em ser representado por sindicatos.

“Pessoal está certo de estar falando que não quer que sindicato os represente. Porque toda vez que houve manifestação, eles foram vendidos, eles não têm que aceitar”, diz.

Antônio diz que os caminhoneiros não estão sozinhos e que o governo teria de tomar uma outra providência de imediato caso queira cessar os protestos. “O governo vai ter que chegar diante dessa categoria, não só dos autônomos, mas da população que está aderindo, e tomar uma providência de imediato”, avalia.


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