Se a situação já está complicada para quem mora em Belo Horizonte e na região metropolitana com a greve dos caminhoneiros, o caso ainda é pior no interior de Minas Gerais. Sem combustível e precisando ir para Belo Horizonte para fazer exames médicos, quem mora no interior de Minas Gerais sofre com a greve.

“Minha mãe tem uma consulta amanhã em Belo Horizonte e eu tô com três carros na garagem, mas todos sem gasolina. Como é uma pessoa mais idosa não tem como levá-la de ônibus. A prefeitura tem um carro da saúde, mas é só para emergência, o que acho justo”, diz uma técnica de enfermagem, moradora de Conselheiro Lafaiete, que preferiu não se identificar.

Na capital e na região metropolitana 32 postos foram abastecidos com combustível escoltado pelo Polícia Militar e a população já começou a encher o tanque. Mas no interior de Minas isso ainda não aconteceu.

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Informações extraoficiais obtidas pelo TEMPO dão conta que caminhões foram escoltados nesta terça-feira (29) para o interior de Minas Gerais. Os veículos vão abastecer inicialmente os veículos oficiais, mas o que sobrar pode ser oferecido a população.

Por meio das redes sociais, o prefeito de Brasilândia de Minas, no Noroeste do Estado, Marden Junior, informou que já conseguiu com a PM uma escolta para buscar combustível. 

“A Polícia Militar vai fazer uma escolta que nós conseguimos, com uma carreta que vamos levar até Belo Horizonte e outras carretas que virão de Unaí, e a Polícia Militar vai fazer a escolta daqui para João Pinheiro e também para Belo Horizonte”, ressaltou.

A Minaspetro recomenda aos postos do interior que procure o assessor de sua companhia, a prefeitura local e o batalhão de polícia da região e solicite a operacionalização do transporte do combustível sob escolta.

Por meio da sala de imprensa, a Polícia Militar disse que ainda não tem informação sobre abastecimento da população no interior. O abastecimento seria para veículos oficiais.

Alimentação

Outro problema são os supermercados que já têm falta de alguns produtos e também o gás de cozinha. “Nós não temos tantos mercados como nas capitais e como começou a faltar mercadorias a gente fica com medo demais. A situação é crítica”, diz José Ferreira, aposentado de 72 anos, morador da cidade de Jeceaba.

Atualizada às 19h53
 


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